Fechava as cortinas como se entrasse em clausura. Não parecia se tratar de esconder, me lembrava mais algo como abrir janelas. Assim. Fechava cortinas para abrir janelas. Um vento que encerrava portas percorreu corredores feito vendaval levantando os papéis, as letras tortas e as gotas de tinta, arrastando o cheiro fétido dos dias estúpidos e a poeira irritante acumulada nas quinas. Fez ventania, em correntes sanguíneas.
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