À boleia da ideia

Em lugares escondidos encontram-se ideias imprevistas

Sofia Pires Lopes

Se tivesse um cêntimo por cada ideia, como levaria todas as moedas para o banco? Com sorte, algumas serão boas e é a essas que peço boleia

Prometheus procura Criador (e nós também)

Prometheus leva-nos ao futuro, convida-nos a conhecer mitologias do passado e ainda recoloca uma velha questão na mente de quem assiste ao filme: quem é, afinal, o nosso Criador? Acredite ou não, muitos cientistas pensam que somos filhos de seres extraterrestres, tal como se afirma no filme de Ridley Scott.


Na mitologia grega, Prometeu criou com as suas próprias mãos o Homem, utilizando barro. Mais tarde roubou o fogo aos deuses para que os humanos, a sua criação, o utilizasse e progredisse. Como castigo, Zeus condenou Prometeu a um sofrimento eterno: preso a uma rocha, o titã é visitado todos os dias por uma águia que lhe debica o fígado – o orgão regenera diariamente para que o castigo se cumpra. Prometheus, o filme de Ridley Scott, resgatou este ser mitológico nomeando a nave espacial com o seu nome. O objectivo dos tripulantes, simplificando ao seu âmago, é este mesmo: em 2089 temos coordenadas que nos levam ao local onde os nossos criadores vivem. A Humanidade, representada por uma pequena tripulação de 8 (7 humanos e 1 andróide), pretende ir ao seu encontro, até à lua LV-223, e perguntar por que abandonaram a sua criação e, pior, por que pretendem destruí-la.

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Hoje, em 2012, os nossos cientistas ficariam felizes por perceber se quem nos criou tem realmente origem extraterrestre. Não se pense que só agora, no segundo milénio, se tem pensado acerca deste assunto – nada disso. A Teoria da Origem Superior das Espécies, uma antítese da teoria da evolução de Darwin, foi grandemente defendida pelo pesquisador Erich Von Däniken que se dedicou a estudar as civilizações antigas. Escreveu o livro “Eram os Deuses Astronautas?”, onde expõe a ideia de que mudanças a nível genético no passado do homem, incluindo a inteligência, permitiram a evolução da espécie até ao homo sapiens – o ser humano.

Há indícios de que isto realmente possa ter acontecido. Aqui ficam três exemplos interessantes:

Sumérios apresentam os Anunnaki A civilização suméria é a mais antiga das civilizações conhecidas. O nosso calendário, o sistema matemático e a forma como medimos o tempo são alguns dos inventos que ainda hoje uitlizamos. Surpreendentemente, os sumérios sabem de alguns factos confirmados milhares e milhares de anos depois e com uma precisão que deixa os historiadores abismados – e trazem outros dados sobre as origens dos humanos. Para os sumérios, os deuses criadores (os Anunnaki) vinham várias vezes à Terra visitar a sua criação. Além destas figuras, descreveram umas outras que seriam andróides, ajudantes criados para nos observar e ajudar em várias tarefas. Fizeram até figuras desses seres e relataram o que acontecia nesses encontros.

De onde viriam estes Annunaki? Pelos conhecimentos passados aos sumérios sobre o Planeta X (ou Nibiru), que só em 1987 foi oficialmente aceita pela NASA, viriam daí. Seríamos, então, fruto de uma engenharia energética que observam com alguma regularidade.

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Pirâmide do Sol, México A Pirâmide do Sol, construído no ano 100 DC na cidade mexicana de Teotihuacan, é um belo exemplo de monumento antigo que parece ter sido construído por uma civilização mais avançada. Os conhecimentos astronómicos utilizados na construção da cidade ultrapassavam os conhecimentos da época: cada uma das pirâmides deste complexo está alinhada com um planeta do Sistema Solar. A pirâmide mede mais de 70 metros de altura e foi o primeiro monumento desta envergadura a ser construído – sem quaisquer ajudas mecânicas, apenas mãos e saber. Não há qualquer registo da razão pela qual a cidade sucumbiu.

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A Bíblia Se a definição de extraterrestre é “que é de fora da Terra ou do seu ambiente”, na Bíblia temos o melhor dos exemplos: o Deus do cristianismo. Um conjunto de documentos escritos por 40 autores de diferentes países, num intervalo de tempo de cerca de 1600 anos. Esta é, para muitos, prova factual de que fomos criados por um ET – o que cria um conflito interessante entre quem acredita em vida noutras galáxias, mas não em Deus. Além desta “evidência”, fala-se também em seres espirituais, em anjos que ajudam os humanos a cumprir os desígnios de Deus. São eles, também, seres não terrenos.

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Mesmo que não compre nenhuma destas pistas, há que concordar que existe vida além da que conhecemos. Um astronauta do vaivém Apollo 14, Edgar Mitchell, afirmou, nos idos de 2008, que os extreterrestres já nos contactaram, mas que tal informação tem vindo a ser escondida – e por mais de 60 anos. Edgar, hoje com 91 anos, foi piloto no módulo lunar da Apollo 14 e foi o sexto homem a pisar a lua. Como austronauta de renome, as informações veiculadas tiveram, na altura e ainda hoje, um grande peso: durante os seus anos de trabalho na NASA teve conhecimento de visitas que foram escondidas pela NASA, que classifica como “desinformação para desviar as atenções e para criar confusão, para que a verdade não seja conhecida”. Sim, é verdade: em lado nenhum o austronauta afirma que seres de outra galáxia são os nossos criadores ou que sabe de onde vêm, mas admitir a existência é um passo considerável.

Voltando ao filme, tem uma cadência que faz lembrar 2001: Odisseia no Espaço, reminiscências da Guerra das Estrelas (com os seus Storm Troopers) e, claro, muitos pontos que lembram Alien (sendo esta uma espécie de prequela, nada mais natural). Se gostou destes filmes, Prometheus cumprirá o que promete.


Sofia Pires Lopes

Se tivesse um cêntimo por cada ideia, como levaria todas as moedas para o banco? Com sorte, algumas serão boas e é a essas que peço boleia.
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