a telha

Um espaço para reflexões, ensaios, contos, crônicas, críticas musicais e o que mais der na telha

Caio Carvalho

Neuroses, humor tosco, arte e fascinação pela filosofia de vida dos filmes do Rocky Balboa. Entusiasta da bateria, do sax, da fotografia, da literatura e da sexologia. Sonha em poder, um dia, fazer uma jam session com o baixista Flea,o guitarrista Kevon Smith, o vocalista Eddie Vedder e o saxofonista Dana Colley.

"1987": o hard rock brega (mas muito bom) do Whitesnake

O Whitesnake, de estética extremamente bem conhecida,é um dos grandes nomes do hard rock oitentista. Dentro da polêmica do brega, que diz respeito a suas caras, poses e roupas, uma coisa é mais certa: they really rule.


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Ok, eu confesso: eu curto Whitesnake. Eu sei, é “brega”* (fãs xiitas vão querer arrancar meu couro) mas fazer o que? As músicas são divertidas! É um rock divertido, para ser ouvido sem compromisso, sem ser levado muito a sério – bem, ao menos não deveria ser levado tão a sério, em minha opinião. Pois, afinal, estamos falando de uma das bandas do dito “metal farofa”, onde letras como “now I just wanna get close to you/an' taste your love so sweet/and I just wanna make love to you/feel your body heat” ("agora eu só quero ficar perto de você /provar seu doce amor/ e eu quero apenas fazer amor com você, sentir o calor de seu corpo") ou “so what's a man like me supposed to do? /when all I want is just to make love to you” ("o que um homem como eu tem que fazer?/ quando tudo que eu quero é fazer amor com você") são o que há! E com o álbum “1987” a coisa não é diferente.

Direto e seguro, este marcante álbum soube deslanchar, como poucos, uma seqüencia arrasadora desde o começo. De cara, temos as potentes “Crying in the Rain”, “Bad Boys”, “Still in the night” e “Here I go again”! Todas excepcionais! Logo depois vem a pouco expressiva “Give Me All Your Love” para, em seguida, darmos uma respirada com a melosa – mas não necessariamente ruim – e conhecidíssima “Is this love”. Com o fôlego restaurado, a banda restaura o ritmo do começo. “Children of the Night” nos presenteia com um ótimo refrão e “Straight for the Heart”, cujo começo parece abertura de Tv Globinho, revela-se, no entanto, uma agradável composição (adoro a parte “stand and deliver in the name of love”. Confiram). E, para fechar, ficamos com a levemente insípida “Don’t Turn Away”. O álbum que eu baixei vem ainda com três faixas bônus não inclusas na versão original: “Looking for Love”, “Standing in the Shadows” e “Need Your Love so Bad” ,a qual , por Deus!, soa muito como um gospel – uma pena que ela é ruim! Essas três fizeram bem de não terem entrado. Iam acrescentar quase nada mesmo! Mas quanto ao álbum original, eu o aconselho. Aconselho mesmo. Ouça-o e deixe-o, sem medo, aflorar seu lado hard rocker.

* Já é a segunda vez que utilizo esse termo. Preciso definí-lo em um futuro artigo, que já está em andamento.

Aqui está a sequência matadora do início do álbum. Um pequeno aperitivo para os leitores:


Caio Carvalho

Neuroses, humor tosco, arte e fascinação pela filosofia de vida dos filmes do Rocky Balboa. Entusiasta da bateria, do sax, da fotografia, da literatura e da sexologia. Sonha em poder, um dia, fazer uma jam session com o baixista Flea,o guitarrista Kevon Smith, o vocalista Eddie Vedder e o saxofonista Dana Colley. .
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