abismo

Uma crítica profunda

Edivan Santtos

Edivan Santtos é graduado em filosofia pela Universidade Federal de Sergipe, membro do Viva Vox (Grupo de pesquisa em filosofia Clássica e Contemporânea), foi Membro do Conselho Editorial desempenhando a função de editor da Revista Periclésia (Periódico de Filosofia e Literatura, ISSN: 2238-4049 – (CD – ROM), é colunista do site Obvious , do Jornal de Sergipe, publicou uma versão de divulgação de seu livro de poesia Vertigem, participou da I Seleta de Escritores Sergipanos, organizada por Domingos Pascoal, membro da Academia sergipana de letras, participou também de várias outras antologias, foi citado no Jornal Cinform como figura ilustre da Cidade de São Miguel do Aleixo-SE, escreveu para o portal RB Agora, jornalista DRT 1978/SE. É acadêmico fundador da ALAS (Academia literária do Amplo Sertão Sergipano), ocupando a cadeira nº 7.

Como surgiu a lógica?

O que acham de conhecer um pouco como surgiu a Lógica? Não de uma forma acadêmica e enjoativa, mas de uma forma que talvez julguem interessante. Ou não. Passemos então à ante-câmara da ciência, como proferiu o ilustre filósofo alemão.



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É comum, quase que cotidiano ouvirmos coisa como: "não tem lógica", "é lógico". Ou expressões semelhantes. Tais expressões tendem a seguir ou não um grau de certeza que buscam como alicerce a conhecida "Lógica", mas você sabe como surgiu a lógica? Vamos começar fazendo uma pequena mostra da lógica aristotélica.

A lógica na atualidade se desenvolveu em vários sistemas e tipos de organização do raciocínio. Desde os antigos silogismos às famosas tabelas de verdade a filosofia sempre na lógica se manteve como sua escrava. (até certo ponto...)

A mais conhecida forma lógica é o silogismo. Tal construção acontece quando são seguidas as regras para sua composição, são elas:

1. É preciso ao menos uma premissa universal para se chegar a uma conclusão. 2. De duas particulares nada se conclui. 3. Para se obter uma conclusão é necessária ao menos uma afirmação. 4. De duas negativas nada irá se concluir. 5. O termo médio jamais aparece na conclusão. 6. O termo maior é sempre predicado da conclusão. 7. O termo menor é sempre sujeito da conclusão. 8. A conclusão segue sempre a premissa mais fraca.

Thumbnail image for log1.jpeg imagem de um esquema da lógica aristotélica

Na imagem é possível vermos uma coloração diferente nas vogais, isso não é gratuito. As vogais são para identificar as premissas. Universais ou particulares. Afirmativas ou negativas.

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Obs: Quando dizemos que todo A é B, dizemos que todo A é parte de B ou está contido. ( Parte de B é A) Se dizemos que algum A é B, estamos dizendo que parte de A é B, e se parte de A é B, parte de B é A. Contradição: É a negação simples de uma proposição qualquer.

Regras da lógica aristotélica

Subcontrárias: As subcontrárias podem ser simultaneamente verdadeira mas não podem ser simultaneamente falsas, pois se forem simultaneamente falsas, as contrárias serão simultaneamente verdadeiras. O que é absurdo.

Contrárias: As contrárias podem ser simultaneamente falsas, mas não podem ser simultaneamente verdadeiras, pois se forem simultaneamente verdadeiras a particular afirmativa, vai ser tanto verdadeira (por ser obtida por conversão da universal afirmativa) quanto falsa. (Por ser a contraditória da universal afirmativa, o que é absurdo.)

Inicialmente, quando lemos algo sobre as primeiras formulações lógicas, pode parecer estranho e um absurdo. No mais, também besteira. Mas o conhecimento do que possibilitou a criação de algoritmos e por consequência a criação dos computadores, é válida.

Princípio ontológico de não contradição

Coisa alguma pode ser e não ser sob o mesmo tempo e o mesmo aspecto. Se as contraditórias fossem simultaneamente verdadeiras, tudo o que disséssemos e pensássemos seria verdadeiro, logo não erraríamos.

9999.jpeg silogismo

Acima temos a imagem da forma de um silogismo. Existem várias figuras silogísticas e suas estruturas próprias. No entanto, para efeito de brevidade, optemos por analisar as mais básicas.

1ªEstrutura Su-pré- O termo médio é sujeito da premissa menor. Módulos: BÁRBARA, CELARENT, DARII, FERIO.

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Na época em que Aristóteles criou a lógica não existiam essas figuras bem definidas, tal como; BÁRBARA, CELARENT, DARII, FERIO. Isso foi construção medieval pra facilitar a compreensão dos enunciados aristotélicos.

Essa é a lógica perfeita? Não! Existem falhas no sistema que Aristóteles desenvolveu. Ela é um pouco mais demorada e muitos arriscam dizer que ineficiente se comparada à lógica criada por Wittgenstein no Tractatus Logico-Philosophicus. Entretanto, devemos conhecer as demais formas, assim como é muito vantajoso conhecer a lógica estoica, a qual é semelhante às tabelas de verdade criadas por Wittgenstein.

Edivan Santtos

Edivan Santtos é graduado em filosofia pela Universidade Federal de Sergipe, membro do Viva Vox (Grupo de pesquisa em filosofia Clássica e Contemporânea), foi Membro do Conselho Editorial desempenhando a função de editor da Revista Periclésia (Periódico de Filosofia e Literatura, ISSN: 2238-4049 – (CD – ROM), é colunista do site Obvious , do Jornal de Sergipe, publicou uma versão de divulgação de seu livro de poesia Vertigem, participou da I Seleta de Escritores Sergipanos, organizada por Domingos Pascoal, membro da Academia sergipana de letras, participou também de várias outras antologias, foi citado no Jornal Cinform como figura ilustre da Cidade de São Miguel do Aleixo-SE, escreveu para o portal RB Agora, jornalista DRT 1978/SE. É acadêmico fundador da ALAS (Academia literária do Amplo Sertão Sergipano), ocupando a cadeira nº 7..
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