abismo

Uma crítica profunda

Edivan Santtos

Colunista, poeta, escritor. Já basta.
http://edivansanttos.com/biografia/

Como surgiu a lógica?

O que acham de conhecer um pouco como surgiu a Lógica? Não de uma forma acadêmica e enjoativa, mas de uma forma que talvez julguem interessante. Ou não. Passemos então à ante-câmara da ciência, como proferiu o ilustre filósofo alemão.



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É comum, quase que cotidiano ouvirmos coisa como: "não tem lógica", "é lógico". Ou expressões semelhantes. Tais expressões tendem a seguir ou não um grau de certeza que buscam como alicerce a conhecida "Lógica", mas você sabe como surgiu a lógica? Vamos começar fazendo uma pequena mostra da lógica aristotélica.

A lógica na atualidade se desenvolveu em vários sistemas e tipos de organização do raciocínio. Desde os antigos silogismos às famosas tabelas de verdade a filosofia sempre na lógica se manteve como sua escrava. (até certo ponto...)

A mais conhecida forma lógica é o silogismo. Tal construção acontece quando são seguidas as regras para sua composição, são elas:

1. É preciso ao menos uma premissa universal para se chegar a uma conclusão. 2. De duas particulares nada se conclui. 3. Para se obter uma conclusão é necessária ao menos uma afirmação. 4. De duas negativas nada irá se concluir. 5. O termo médio jamais aparece na conclusão. 6. O termo maior é sempre predicado da conclusão. 7. O termo menor é sempre sujeito da conclusão. 8. A conclusão segue sempre a premissa mais fraca.

Thumbnail image for log1.jpeg imagem de um esquema da lógica aristotélica

Na imagem é possível vermos uma coloração diferente nas vogais, isso não é gratuito. As vogais são para identificar as premissas. Universais ou particulares. Afirmativas ou negativas.

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Obs: Quando dizemos que todo A é B, dizemos que todo A é parte de B ou está contido. ( Parte de B é A) Se dizemos que algum A é B, estamos dizendo que parte de A é B, e se parte de A é B, parte de B é A. Contradição: É a negação simples de uma proposição qualquer.

Regras da lógica aristotélica

Subcontrárias: As subcontrárias podem ser simultaneamente verdadeira mas não podem ser simultaneamente falsas, pois se forem simultaneamente falsas, as contrárias serão simultaneamente verdadeiras. O que é absurdo.

Contrárias: As contrárias podem ser simultaneamente falsas, mas não podem ser simultaneamente verdadeiras, pois se forem simultaneamente verdadeiras a particular afirmativa, vai ser tanto verdadeira (por ser obtida por conversão da universal afirmativa) quanto falsa. (Por ser a contraditória da universal afirmativa, o que é absurdo.)

Inicialmente, quando lemos algo sobre as primeiras formulações lógicas, pode parecer estranho e um absurdo. No mais, também besteira. Mas o conhecimento do que possibilitou a criação de algoritmos e por consequência a criação dos computadores, é válida.

Princípio ontológico de não contradição

Coisa alguma pode ser e não ser sob o mesmo tempo e o mesmo aspecto. Se as contraditórias fossem simultaneamente verdadeiras, tudo o que disséssemos e pensássemos seria verdadeiro, logo não erraríamos.

9999.jpeg silogismo

Acima temos a imagem da forma de um silogismo. Existem várias figuras silogísticas e suas estruturas próprias. No entanto, para efeito de brevidade, optemos por analisar as mais básicas.

1ªEstrutura Su-pré- O termo médio é sujeito da premissa menor. Módulos: BÁRBARA, CELARENT, DARII, FERIO.

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Na época em que Aristóteles criou a lógica não existiam essas figuras bem definidas, tal como; BÁRBARA, CELARENT, DARII, FERIO. Isso foi construção medieval pra facilitar a compreensão dos enunciados aristotélicos.

Essa é a lógica perfeita? Não! Existem falhas no sistema que Aristóteles desenvolveu. Ela é um pouco mais demorada e muitos arriscam dizer que ineficiente se comparada à lógica criada por Wittgenstein no Tractatus Logico-Philosophicus. Entretanto, devemos conhecer as demais formas, assim como é muito vantajoso conhecer a lógica estoica, a qual é semelhante às tabelas de verdade criadas por Wittgenstein.

Edivan Santtos

Colunista, poeta, escritor. Já basta. http://edivansanttos.com/biografia/.
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