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Falar e pensar, sobretudo o que me interessa

JHONS CASSIMIRO

Escrevo sobre tudo que parece ter vida e conteúdo, e que sobretudo tem proveito.

Clicando os deuses da montanha

Como afirmou Santo Agostinho, "a vida é um livro, e quem fica em casa sentado lê somente uma página". Em busca de outras páginas e seus ensinamentos, seguimos até o Rio Grande do Norte, na cidade de Carnaúba dos Dantas, interior do nordeste, para clicar os deuses do caminho e das montanhas.


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A busca por Deus é rodeada de mistérios e belezas. Desde os tempos em que reinava a mitologia, os Óreas - deuses da montanha - encantavam e intrigavam o homem comum. Olhavam para o alto, pediam conselhos, subiam até o cume para agradecer. O tempo prosseguiu e continuamos a subir. A mitologia não morreu e a busca pelos deuses continua.

Os gregos acreditavam que cada montanha possuía uma divindade que era denominada de acordo com o nome da própria montanha. Podia ser Etna, o vulcão da Sílicia, podia ser Parnaso a morada das musas. Independente do poder característico de cada ser fantástico, refletiam no homem sua própria imagem.

Como no Olimpo, encontra-se povoado por diferentes divindades, o Monte do Galo. Situado no nordeste brasileiro, representa mais uma, entre tantas rotas de peregrinação que pode ser visitada por quem está em busca de seguir um caminho espiritual.

Prática católica, a subida rumo ao alto do monte, oferece a chance de ver em cada passo, uma palavra de sabedoria, um ensinamento. Como afirmou Santo Agostinho, "a vida é um livro, e quem fica em casa sentado lê somente uma página".

Em busca de outras páginas e seus ensinamentos, seguimos até o Rio Grande do Norte, na cidade de Carnaúba dos Dantas, interior do nordeste, onde um pequeno castelo de estilo medieval recepciona quem chega.

Um certo dia, após assistir ao filme El Cid, um homem chamado José Dantas, encantou-se pela história e resolveu homenagear o nobre guerreiro castelhano Don Rodrigo Diaz de Bivar, dando seu nome ao castelo, construção típica das locações do filme.

Foto: Rio Grande do Norte Tour Rio grande do norte tour.jpg

Por todos os lados, a imensidade se mostra presente. Inúmeras serras cobertas de verde, enchem os olhos. Mas é um pequeno monte que aguarda a visita de quem se propõe subir escadas e rampas. Há muito o que se vê.

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Construções sacras ao longo do caminho, pedem parada ao peregrino.

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Olhar para trás e ver a imponência transcendental das grandes rochas imutáveis, que ao longo do tempo e apesar das intempéries permanecem firmes.

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A pequeneza do homem frente à mãe natureza.

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Em busca de uma ponte com o divino, o homem faz uma oração.

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Quem tem graças alcançadas não hesita em agradecer na sala dos milagres.

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No alto do monte, um pouco de história.

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Segundo a tradição oral, nas primeiras décadas de 1800, os vaqueiros da Fazenda Baixa Verde, que pertencia ao Major Antônio Dantas, enquanto cuidavam do gado nas proximidades da região do Serrote Grande escutaram o cantar de um galo vindo do topo do serrote. Isso os deixavam assustados porque não haviam habitantes nas proximidades. A notícia do misterioso fato logo se espalhou, e o Serrote Grande passou a ser conhecido como Serrote do Galo. Outro acontecimento contribuiu mais ainda para que a população acreditasse que alguma coisa de divino existia no naquele monte. Segundo consta, uma cabra pulou do cume do Serrote, sem sofrer nenhum dano em consequência da queda. Apesar desses animais terem certa familiaridade com locais íngremes e pedregosos, os 115 metros de altura do Serrote do Galo era uma altura considerável. Esses dois acontecimentos foram suficientes para os nativos passassem a considerar o serrote como um Monte Santo.

(Informações retiradas do blog Papagerimum)


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