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Falar e pensar, sobretudo o que me interessa

JHONS CASSIMIRO

Escrevo sobre tudo que parece ter vida e conteúdo, e que sobretudo tem proveito.

Sobre olhar para dentro

Como parar para pensar se o caminho que está sendo percorrido está realmente nos trilhos daquilo que outrora fora tão planejado, se não há tempo sequer para olhar para dentro?


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Às vezes é necessário dar graças aos céus, quando encontramos horas em que o silêncio pode reinar.

A vida corrida que o homem contemporâneo leva, coloca-o numa posição de desvantagem frente os conflitos internos. Como parar pra pensar se o caminho que está sendo percorrido está realmente nos trilhos daquilo que outrora fora tão planejado, se não há tempo sequer para olhar para dentro?

Tem sempre algo a ser feito, um trabalho a ser realizado, uma aula pra ser assistida, alguém querendo entrar em contato (certamente tentando trazer mais ocupações), um livro para ser lido, um disco novo para ser ouvido. A alma pede silêncio. Ela grita pelo silêncio daqueles dias em que nada pode afetar a contemplação de si mesmo.

O dia precisa ser hoje. Não importa a data, a hora é agora . Não importa se o calor está insuportável, é preciso olhar para o céu, ver que ele está laranja no final da tarde, e relembrar que no horizonte existem relevos que há muito não foram observados. Resumindo, é preciso estar em silêncio, olhar a natureza, ouvir o barulho das folhas das árvores, para perceber que a alma continua viva.

O silêncio bate a porta, e o que entra junto com ele são os medos das incertezas. O que será do amanhã? Não é possível que tudo continue da forma que está. Por mais que o presente não seja ruim, a melancolia dos dias iguais certamente chegará e é preciso substituir isto por algo que renove a graça de viver. O passado ensinou que tudo precisa estar em constante transformação para que haja uma razão em trilhar um caminho.

A incerteza que esta questão provoca assombra ainda mais o quadro meditativo. Descobrir quais são os passos a serem dados, se é que podem ser dados, transforma-se numa incógnita a ser revelada. O que fazer para que no futuro a vida não esteja afogada em regiões pantanosas?

É preciso manter a loucura da fé. Semear novas ideias, buscando no horizonte paisagens diferentes, pessoas diferentes, conversas diferentes, a fim de descobrir quantas personagens podem existir dentro de cada pessoa e de si mesmo.

É preciso expandir as possibilidades, olhar muito além, escutar e seguir os conselhos que o coração oferece, desejar as novidades, errar de vez em quando, seguir em frente eternamente.


JHONS CASSIMIRO

Escrevo sobre tudo que parece ter vida e conteúdo, e que sobretudo tem proveito..
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