ai tia chica

aleatoriedades randômicas

jic

Do tempo em que éramos chamados de micreiros, passando por fuçadores e agora genericamente de nerd/geeks.

Há 45 anos...

A memória mais antiga que tenho, ou pelo menos, a primeira que posso datar, é o "pouso" no Oceano Pacífico da cápsula Colúmbia com a tripulação da Missão Apollo 11. E, sim, considero verdade por física, química e biologia aplicadas.


Era [AO VIVO], coisa rara, cara ($). O supra sumo da tecnologia televisiva à época. Mas pode ter sido no Jornal Nacional. A memória de um infante de 2 anos não é confiável. Todavia a cena está indelével desde então:

LOCAL E CENÁRIO Casa, chalé de madeira, sala com televisor preto e branco Telefunken 3D e conjunto de sofá e poltrona em vinil verde com braços de madeira

PARTÍCIPES Avô, na poltrona direita, servindo chimarrão Mãe, no sofá, ao lado Este, do lado esquerdo do sofá, hipnotizado pelo evento

ESPECIAL Gato "Mimi", entre a mãe e mim, sentado no sofá, também atento ao evento]

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Sem saber o significado, de alguma forma, as imagens ficaram. Despertaram na alma o amor pela ciência. Sem saber o que era ciência. Mas o livro preferido era um atlas e um álbum de figurinhas que era de uma chocolatado, com a saga da da humanidade à Lua.

Os motivos podem não ter sido os melhores. A competição econômica, política e armamentista foram algo das coisas mais deploráveis do século XX. Porém foi um marco. Sputinik, Laika, Gemini, Soyuz, Slylab e Apollo são nomes que mais do que marcaram uma geração. São as palavras do grito de nascimento de uma era, a Era de Aquário.

Foi em 1969, 24 de julho, sem ainda se saber o que seria a ressaca da Guerra do Vietnã, sem que se suspeitasse que as Olimpíadas (em Munique) viriam a ser maculadas pela política, ou que o Tri-Campeonato de Futebol seria da Seleção Canarinho (e também serviu de propagadda política - triste sina da ciência, das artes e do esporte). Por alguns momentos naquela semana, desde o lançamento da Apollo 11 com o Saturno V, o sonho de de conquistar, merecer pertencer ao universo, estava sendo carimbado pelo fenômeno da tecnologia de comunicação em massa. Coisa, aliás, como a ciência e o espaço, sem limites, bem aquariana.

Todo o projeto e intenção, apesar dos que duvidam ter ocorrido, são símbolo da capacidade humana. Os amorosos cálculos que permitem uma explosão controlada no lançamento, com a integridade das frágeis vidas de carona numa das maiores e mais potentes bombas já produzidas, mirando um objeto celeste de velocidade espantosa (1 km/s, que é baixa quando comparada com a velocidade orbital da Terra à volta do Sol 30 km/s, mas...). Manobras, pouso e decolagem, sem se ter certeza de que teria sucesso. Aliás, havia discurso e gravação prontos para o caso de Armstrong e Buzz ficarem sepultados na Selene e apenas com o Collins retornando.

Porém, o mais crítico, sempre é a reentrada. Não era novidade. Outros vôos haviam sido protótipo. Já se sabia sobre atrito e ângulo em que a atmosfera não seria uma "superfície" que refletiria a capsula de volta ao espaço nem geraria o inferno a destruir o pequeno Módulo Colúmbia.

Aliá, o Buzz, não o Aldrin, mas o Lightyear, comenta em homenagem a todos os tipos de vôo: Isto não é voar. Isto é cair, com estilo!

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Cabe lembrar que o atrito é intenso. Foi a danação do Ônibus Espacial Columbia que não pousou após sua 28ª viagem (STS-107) em 1983. Que ironia de nome.

É errando que se aprende.

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REFERÊNCIAS

http://history.nasa.gov/SP-4029/Apollo_11i_Timeline.htm http://www.uss-hornet.org/history/apollo http://apollo11app.com/ http://www.nasa.gov/mission_pages/apollo/missions/apollo11.html https://twitter.com/ReliveApollo11/status/492351045038014464


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