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Do tempo em que éramos chamados de micreiros, passando por fuçadores e agora genericamente de nerd/geeks.

Brasil na Academia: Oscar ou Nobel?

Brasil! Meu Brasil Brasileiro, Terra de samba e pandeiro... Mas não de Nobel


Hoje, em três de fevereiro de 2016, houve a indicação de Lygia Fagundes Telles para o Nobel de Literatura. E o quê isso significa? Nada.

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Já houve indicações da Terra de Pindorama como Carlos Chagas (Medicina) ou Dom Helder Câmara (Paz), além da grande frustração da descoberta do Méson Pi ser premiada, mas o co-pesquisador César Lattes (curitibano) não ter sido nominado. O Prêmio Nobel de Física de 1950 foi concedido (só!) a Cecil Frank Powell.

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Ao mesmo tempo, há a indicação, dias atrás, por outra Academia, a do Oscar, como melhor filme de animação, para O Menino e o Mundo. Também não é a primeira indicação. Há várias, desde O Pagador de Promessas ao Que Horas Ela Volta?. Muitos podem lembrar da situação vexamosa, em 1999, sobre Central do Brasil. Alguns podem lembrar das animações de Carlos Saldanha (A Era do Gelo, Robôs, e Rio).

O filme é bacana! Inspirador, cativante, introspectivo... e colorido! A estética, muuuuito longe do mainstream 3D, lembra muito as animações experimentais de algumas décadas atrás. Com bastante conteúdo e argumento. Bonitinho, e nada ordinário!

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Então, das poucas categorias do Nobel (Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura, Paz e Economia) no que o Brasil participaria? Dos científicos, Química fica a dever. Economia, até se teria um bom exemplo. (cof! cof! cof!) O Plano Funaro, dizem, não foi mais efetivo e eficiente, porque, a exemplo de doentes, como os de tuberculose, que, aos primeiros progressos, abandonam os medicamentos. Imaturidade tupiniquim.

Excluindo-se as científicas e sociais, quem sabe na artística? Lembrando que o Nobel não pode (mais) ser póstumo, e também conta com algumas controvérsias. Quais seriam as chances dentre as poucas contribuições da Terra de Vera Cruz?

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Na Literatura, entre os gigantes já laureados como George Bernard Shaw, Hermann Hesse, T. S. Eliot, Churchill, Hemingway, Camus, Sartre, há os mais próximos, Neruda, Gabriel García Márquez e o co-patrício lusitano Saramago.

Na história da literatura do Brasil, há algumas controvérsias, sobre nomes que nunca foram indicados ou acolhidos pela (nossa) Academia (Lobato, Quintana, Leminski...). E dos atuais cadeirantes também há surpresas, como políticos e e cientistas. Não desmerecendo suas obras, alguma importância tem, com certeza. Além de Lygia, nomes mais conhecidos e eventualmente populares, talvez sejam de Ana Maria Machado e Carlos Heitor Cony. Sim, estou desconsiderando Zuenir Ventura e Ferreira Gullar, e também aquele que não quero nomear, embora seja o mais popular e conhecido, mundialmente, até.

Portanto, sim, Lygia é o melhor nome e o único que teremos por muito tempo. Se ficarmos com as possibilidades apenas do Bloco dos Acadêmicos do Chá e Fardão.

E o que acontece agora? Aguardar até maio, quando serão divulgados os cinco finalistas. E talvez dezembro, pela premiação. Enquanto isso, talvez seja notícia por alguns dias em algum canto de página.

Mas, e de fora da ABL, que nome(s) poderia(m) ser?...

_____________________________________________________________ Para saber mais

EM TEMPO: Será se pode contar com Peter Brian Medawar? Sir Peter Brian Medawar (Petrópolis, 28 de fevereiro de 1915 — Londres, 2 de outubro de 1987) foi um biólogo britânico nascido no Brasil. Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1960


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