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Enquanto houver vida, poesia e filosofia, haverá o que ler... e escrever!

Jaya Hari Das

"Escrevo sobre coisas que me parecem interessantes, para que a leitura seja interessante. Escrevo exatamente como penso. Mas, se me perguntarem de onde vêm esses pensamentos, não saberei dizê-lo."

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    CRUZANDO O UMBRAL (Parte II)

    Esta é a segunda parte de uma série que analisa a relação entre a vida e a morte, e as possíveis explicações, religiosas e filosóficas, para os mistérios que separam ou unem os que chamamos de vivos e mortos.

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    Cruzando o umbral

    Dentre os estudos filosóficos, talvez não haja um mais fascinante do que a perscrutação dos chamados "mistérios da vida e da morte". Aí se incluem as buscas por entender qual a relação entre elas e se, na verdade, podemos considerá-las uma só "coisa", ou seja, apenas e tão-somente modos diferentes de perceber e experimentar a Existência. O presente artigo desenvolve-se numa espécie de ensaio, que abordará essa temática e, pela natureza difícil e controversa dela, se estenderá em uma série que, evidentemente não tem a pretensão de "esgotar" o assunto, senão de trazer um pouco de luz ao que até aqui, para muitos, ainda parece "obscuro".

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    KARMA E REENCARNAÇÃO VERSUS SALVAÇÃO E DANAÇÃO

    O objetivo deste artigo é analisar a lei do karma e da reencarnação e a ideia cristã de salvação e danação, considerando seus aspectos em relação à existência humana como sendo apriorísticos ou não, sensatos ou não, válidos ou não, racionais ou não. Não se pretende encerrar esse incontestável antagonismo do pensamento oriental e ocidental em algumas linhas, embora bem elaboradas. Pretende-se, sim, demonstrar a plausibilidade de uma diante do absurdo da outra e lançar questionamentos e dúvidas sobre os homens aparentemente sensatos e racionais que se deixaram cativar pela fé cristã e a validade de se adorar um Ser Supremo, aparentemente leviano.

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    O EXÉRCITO INVISÍVEL DE THOREAU

    Considerado o pai do ambientalismo, fonte de inspiração de grandes homens, como Gandhi, e famoso por negar-se a pagar os impostos ao Governo americano para que este financiasse a escravidão e a Guerra Mexicana, em meados do século 19, Henry David Thoreau é apresentado aqui como o homem que sozinho assumiu as consequências de seguir sua própria consciência, mesmo à custa de ir para a cadeia, em defesa do seu direito, como cidadão, de opor-se às decisões e desmandos do Governo do seu país. Sua figura é lembrada aqui, em vista dos acontecimentos no Brasil, como as manifestações iniciadas em junho contra o aumento da tarifa de ônibus em S. paulo e em outras capitais, e a chamada "Primavera Árabe", que vem se estendendo desde 2010, na Tunísia, até a atualidade, na Síria.

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    VEM PRA RUA, BRASIL!

    Vinte centavos não pagam nem o estopim de uma bomba com a qual se pretendesse incendiar um país do tamanho do Brasil, mas foi o suficiente para gerar a "fagulha milagrosa" que aclarou as consciências de cidadãos saturados de insatisfação, exaustos de descasos, indignados com a corrupção na política brasileira. Este artigo faz um resgate da história recente do Brasil, para mostrar um panorama dessa indignação que se derramou nas ruas do país e gerou protestos e manifestações, cheios de ardor, paixão e violência.

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    O PODER FEMININO EM VOGA

    Observando como o mundo, nas últimas décadas, vem modificando sua aparência masculina para a feminina, e considerando o recente episódio da morte de Margaret Thatcher, "A Dama de Ferro", como ficou conhecida - uma das personalidades políticas mais marcantes dos últimos tempos -, ocorreu-me escrever um artigo no qual enfatizasse algumas dessas personagens da história recente, de forma a oferecer uma breve homenagem a essas novas "musas", "divas", "damas", do cenário mundial. A elas, toda honra e toda glória!

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    O VERNIZ E A PIOLHAGEM NA EDUCAÇÃO

    A preocupação de Nietzsche com a educação na Alemanha, na segunda metade do século 19, nos remete a uma preocupação com a educação brasileira na atualidade, pois, ao que parece, tal como lá, urge também aqui um necessidade de transvaloração da educação, de tal forma que a busca por uma educação de melhor qualidade e que valorize a vida humana, tendo para esta uma utilidade real, não se confunda com a luta dos professores por melhores condições de trabalho e salário. Além disso, é necessário ainda compreender que a sociedade, e a humanidade de forma geral, é composta por homens desiguais, no que tange às noções de "intelectualidade" e "mediocridade", "grandeza" e "pequeneza". Sendo isso apenas uma constatação e não uma "acusação", ou "depreciação" de alguns em prol de outros.

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    HOJE É MAIS UM DIA

    O presente artigo é um depoimento sobre como a Terapia Hari (terapia holística que desenvolvi e sistematizei, a partir da Filosofia, da Psicologia e da Sabedoria Oriental) foi sendo praticada por mim mesmo, enquanto ainda a sistematizava e organizava, até adquirir a estrutura atual. É também uma oportunidade de explicar um dos primeiros procedimentos que o praticante deve tomar em sua vida diária, de forma a tirar o maior proveito da T.H* em menor tempo. Dedicar-se ao dia de "hoje" e a tudo o que isso implica está em conformidade com a prática do Zen, que é dos fundamentos da minha terapia.

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    A NATUREZA (EXTRA)ORDINÁRIA DOS HOMENS DE MILAGRES (Parte II)

    Este artigo é a segunda e última parte de uma argumentação sobre a natureza dos supostos milagres e seus feitores, tendo sido retirada e adaptada de um dos capítulos de meu livro "O Governante das Estrelas - Da Materialidade do Eterno" (ainda não publicado). Não deixe de ler a 1ª parte, para não perder o sentido dessa argumentação.

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    O PAPA É POP

    A banda brasileira, Engenheiros do Hawaii, gravou em 1990 uma balada de grande sucesso, ao estilo debochado do velho e bom Rock'n'roll, "O Papa é pop"*. No presente artigo, aproveito esse momento em que o atual papa, Bento XVI, renuncia ao seu Pontificado, para fazer uma "costura" entre a letra daquele hit e os desafios e dissabores enfrentados por Joseph Ratzinger durante o seu "calvário", quero dizer, seus anos como líder da Igreja Católica.

    *O Papa É Pop foi o quinto álbum de estúdio da banda brasileira de rock Engenheiros do Hawaii. Foi lançado em formato de LP e CDem 1990, pela BMG. Este foi o primeiro álbum produzido pelos próprios integrantes, ele marca a adoção por parte da banda de uma sonoridade mais próxima ao pop, com o uso de teclados, bateria eletrônica, baixo e à guitarra. Seus singles são: "O Exército de um Homem Só", "O Papa é Pop", "Era um Garoto Que, Como Eu, Amava os Beatles e os Rolling Stones" e "Pra Ser Sincero".
    É considerado o álbum mais vendido da banda, com mais de 400 mil cópias nos primeiros anos. Com ele, os Engenheiros do Hawaii foram considerados a maior banda de rock do Brasil de 1990 em votação promovida pela revista Bizz, em reportagem da mesma revista meses depois e pela revista Veja. – Fonte: Wikipédia

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    A NATUREZA (EXTRA)ORDINÁRIA DOS HOMENS DE MILAGRES (Parte 1)

    O presente artigo foi extraído do capítulo intitulado "O Avatar e o Reino dos Siddhis", do meu livro "O Governante das Estrelas- Da Materialidade do Eterno" (a ser publicado). Nele, trato da questão dos milagres e de seus produtores à luz da razão, segundo as pesquisas que empreendi sobre o tema. É uma das formas de se abordar o assunto, no sentido de levar as pessoas a pensarem antes de sair por aí acreditando em qualquer evento como se ele fosse algo fora das leis naturais, ou extraordinário.

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    O HOMEM MITOLÓGICO VERSUS O SOL DA RAZÃO - A religião em descompasso com o século XXI

    "Há mais de meio século, os estudiosos ocidentais têm situado o estudo do mito em uma perspectiva que contrasta sensivelmente com, digamos, por exemplo, a do século XIX. Em vez de tratar o mito, como seus predecessores, na acepção usual do termo, ou seja, enquanto “fábula”, “invenção”, “ficção”, eles o consideraram tal como faziam as sociedades arcaicas, nas quais o mito designava, bem ao contrário, uma “história verdadeira”, e mais ainda, uma história de valor inestimável, por ser sagrada, exemplar e significativa. Mas este novo valor semântico, dado ao vocábulo “mito” na linguagem atual, não passa de um equívoco. Com efeito, esta palavra é utilizada hoje em dia tanto no sentido de “ficção” ou de “ilusão” quanto no sentido, especialmente familiar aos etnólogos, aos sociólogos e aos historiadores das religiões, de “tradição sagrada, revelação primordial, modelo exemplar”. (do livro Mito y Realidade, de Mircea Eliade – tradução minha).

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    VÍDEOS E FILÓSOFOS QUE NÃO SERVEM PARA NADA

    Trata-se de um protesto contra o uso indevido da imagem e da utilidade da Filosofia, na maneira em que ela é exposta em vídeos/entrevistas, ou apresentada em cursos de Filosofia, que não aprofundam as respostas nem o pensamento dos filósofos, respectivamente, deixando a má impressão de que Filosofia é uma coisa chata que não serve para nada.

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    CONTRASTES

    Queria escrever um conto que chamasse a atenção das pessoas para os contrastes da vida; para que elas mesmas pudessem refletir sobre seus gostos, suas escolhas, e sobre como isso que lhes parece tão importante, tão sério, vem da ideia "fantasiosa" de cada uma delas se sentir "protagonista da vida". Escrevi, na verdade, para mim mesmo - só para ver se um dia eu "caio na real" e compreendo que eu "não sou protagonista de nada".

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    ONCE UPON A DREAM

    Esse poema surgiu em mim durante uma noite em que perdi o sono, mas fiquei recordando um estranho sonho que tive. Primeiro, escrevi alguma coisa sem muito sentido, seguindo as imagens que vinham em minha mente; depois, resolvi tentar organizá-las, formando uma ideia mais consistente. O sonho parecia ser uma mensagem para mim mesmo; parecia querer me "despertar" para alguma "verdade" sobre mim. Como, ao despertar, o sonho se acaba, decidi escrever um poema com esse nome: "Era uma vez num sonho". Então, escrevi...