alguma coisa na caixa

Sobre a vida e tudo que faz bem (ou nem tanto)

Cristina Cestaro

Formada em Comunicação Social. Viciada em filmes, séries e livros. Fã do The Killers.

E se não existissem as redes sociais?

Em uma sociedade que podemos resumir com a frase “se não aparece, não existe”, o que será que seríamos e onde estaríamos hoje sem as redes sociais? Seríamos quem realmente somos, já que não precisaríamos viver de aparência? Não é uma crítica, mas uma reflexão.


Óbvio que não é generalizado, mas a maioria das pessoas faz tudo o que faz para postar na internet. Vivem em função da vida que exibem. Se vão a um show, não curtem o momento, se importam mais com as fotos e vídeos, com publicações instantâneas do evento. Ir a um parque ou algum lugar com paisagens lindas se resume aos cliques que o registro daquilo vai gerar. Vive-se por curtidas!

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O Instagram é, particularmente, legal; principalmente para quem gosta de fotografias, mas tudo ali se transformou em perfeição: as pessoas são lindas e não existem coisas ruins na vida. Deve ser demais morar no Insta...

Isso me fez pensar...E se, de repente, não existisse mais o Instagram (ou qualquer outra rede social) para postarmos nossos passeios, selfies, viagens exóticas, animais fofos de estimação (que nem interagimos e só fotografamos – isso vale para pessoas em nossa vida também)? E se não existisse mais o Facebook para fazermos amigos, dizer onde fomos e como nos sentimos e causar polêmicas com comentários (que muitas vezes só servem para polemizar ou revelar atitudes que não teríamos coragem de tomar no dia a dia)?

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Não é uma crítica às redes sociais, muito menos a quem as usa, mas, sim, uma reflexão...E se não existissem? O que estaríamos fazendo? Para que viveríamos? Gostaríamos das mesmas coisas? Música...filmes...séries...por exemplo?

Às vezes somos influenciados pelo gosto da maioria: Será que acompanhamos os perfis que gostamos (que se parecem com quem somos) ou acabamos gostando do que acompanhamos (quem gostaríamos de ser), porque ver o que não temos é uma forma de “realização” –frustrada?

Será que deixamos de fazer algo que, no futuro, vamos nos arrepender de ter deixado passar, pelo simples fato de que estávamos muito ocupados assistindo a vida passar, de camarote nas redes sociais, enquanto ela realmente passava?

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Cristina Cestaro

Formada em Comunicação Social. Viciada em filmes, séries e livros. Fã do The Killers..
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