ally collaço

Devaneios sobre cinema e outras coisas!

Ally Collaço

Eu sou aquela que tem mais perguntas que respostas. Inquieta e curiosa. Apaixonada por cinema, novas experiências, histórias e uma boa prosa. Também curto poesia, comida, música, museu e fotografia. Intensidade já faz parte do meu dia. Bora?

A morte do Instagram!

Morte aos anúncios! Vida longa aos conteúdos de qualidade! =) #ficadica <3


Poderíamos dizer que o consumidor do "futuro" será formado pelas novas gerações, crianças, adolescentes e jovens adultos, considerados 'nativos digitais', por terem nascido (e continuarem nascendo) num período em que o computador e a internet começaram a se popularizar, há cerca de 20/30 anos. Sua facilidade e domínio em lidar com as novas tecnologias é evidente, e aos poucos, as velhas gerações tentam acompanhar este ritmo acelerado, ainda que não consigam dar conta. E isso inclui, as mídias tradicionais, com seus ultrapassados e respectivos 'anúncios publicitários'.

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Esse crescimento global tão acelerado não tem nenhum precedente histórico. O dilúvio informacional jamais cessará.” Pierre Levy

Mais de 50% do planeta já tem acesso à Internet e o Brasil fica entre os 5 primeiros colocados em usuários conectados, além de ocupar o 1º lugar no mundo em usuários mais tempo conectados.

A questão aqui não é se este uso é positivo ou negativo, mas que é um processo irreversível e caberá às velhas gerações se prepararem para lidar com esta nova realidade e conduzir às novas gerações neste desafiador processo de transformação.

Usuários passivos deram lugar aos ativos e participativos, que cada vez mais exigirão espaço nas produções culturais e se tornarão protagonistas nas suas relações de consumo, agora coletivo.

As corporações estão se voltando aos consumidores ativos, porque precisam fazê-lo, se quiserem sobreviver!" afirma Henry Jenkins em seu livro 'A cultura da convergência'.

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Os consumidores agora tem VOZ, e as instituições precisam exercer a ESCUTA, para não se afundarem. Mesmo não querendo, as instituições já se fazem presentes na internet, através do próprio público, que satisfeito ou insatisfeito, expõe em escala global, e não mais somente local (boca-boca), suas positivas e negativas experiências. Como não querer escutar o que eles tem a dizer?!

O celular, principalmente o smartphone com internet móvel, tornou-se o canivete suíço eletrônico, segundo Jenkins, que converge em um único (e pequeno) aparelho, múltiplas funções, já presentes em diferentes plataformas (mídias tradicionais), como se comunicar, escrever, fotografar, filmar, ouvir música, editar, pesquisar, calcular, publicar, mas acima de tudo, compartilhar todo esse conteúdo em mídias sociais, aplicativos e plataformas pensados para a Internet, que permitem a criação e a troca de muitos para muitos.

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O Facebook, por exemplo, existe há pouco mais de 10 anos e se tornou o canal mais efetivo de marketing digital no mundo, porque se investe pouco, mas se colhe muitos resultados e em pouco tempo. E é quem ocupa 1 em 4 minutos de um usuário conectado.

Mas será que isso se deve aos anúncios ou ao excelente conteúdo de qualidade que as instituições tem produzido para se aproximar do seu público?!

Já o Instagram é atualmente a rede social que mais cresce em número de usuários no Brasil, e acaba de divulgar que passará a permitir anúncios em seu feed. Infelizmente! O que era bom, deixará de ser!

Se estamos diante de um dilúvio informacional, onde somos desafiados diariamente a escolher o que iremos consumir e o que deixaremos "afundar", parece incoerente empurrar conteúdos que não fazem parte das escolhas dos usuários, como os tradicionais anúncios, já existentes no youtube, facebook e twitter, ainda que existam aplicativos que os bloqueiem totalmente. Sim, eles existem! Ufa!

Basta dar uma breve pesquisada no twitter para constatar a imediata insatisfação dos usuários com a notícia dos anúncios no Instagram. Se mal conseguimos acompanhar os inúmeros perfis que seguimos em diversas mídias sociais, que sentido faria permanecer numa rede social que ocuparia nosso tempo com anúncios desnecessários?!

Talvez no facebook a tolerância seja maior, já que as linguagens são múltiplas, fotos, vídeos, textos, links, músicas, e o feed é realmente 'infinito', mas numa rede social que prioriza só as imagens, fazer uso de anúncios talvez seja decretar o início de sua 'morte' enquanto mídia social popular.

Quando será que as instituições irão entender que os meios tradicionais já não funcionam mais?!

Morte aos anúncios e vida longa aos conteúdos de qualidade, que esses sim, merecem nosso precioso tempo!

#ficadica Instagram!

Os produtores de mídias só encontrarão a solução de seus problemas atuais readequando o relacionamento com seus consumidores. O público, que ganhou poder com as novas tecnologias e vem ocupando um espaço na intersecção entre velhos e os novos meios de comunicação, está exigindo o direito de participar intimamente da cultura!” Henry Jenkins


Ally Collaço

Eu sou aquela que tem mais perguntas que respostas. Inquieta e curiosa. Apaixonada por cinema, novas experiências, histórias e uma boa prosa. Também curto poesia, comida, música, museu e fotografia. Intensidade já faz parte do meu dia. Bora?.
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