amálgama improvisada

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Bruno Leandro

Num certo natal, sua mãe lhe levou a uma loja de brinquedos e pediu que escolhesse o que quisesse. Depois de muito procurar, trocou um mini-game por um livro do Harry Potter! Acho que isso já define bastante coisa

O Facebook vai sobreviver...

Confira as três razões para o Facebook não ter o mesmo destino do Orkut!


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Duas notícias relativamente recentes chamaram muito a minha atenção nestes últimos meses. A primeira delas diz respeito ao anúncio oficial da descontinuação do Orkut no dia 30 de setembro. Pois é, eu sei. Finalmente desligarão os aparelhos de um moribundo; foi o que eu pensei também. Mas algo me veio à mente: O que impede do mesmo acontecer ao Facebook? Ou ao Twitter? Afinal, amanhã ou depois pode surgir uma rede social que irá matá-las como aconteceu com o Orkut. Portanto, apresentarei aqui as três razões para o Facebook não ter o mesmo destino do Orkut.

01. O ORKUT VEIO ANTES

Apesar da ideia do Facebook ser bem interessante e a empresa investir constantemente em melhorias para rede, o crédito pelo seu sucesso não pode ser atribuído apenas ao nosso amigo Zuke. A verdade é que se o Orkut não tivesse vindo antes e pavimentado a estrada, o Facebook provavelmente não seria o que é hoje. O Orkut surgiu numa época em que as pessoas mal sabiam o que fazer com a internet, o que dizer então de uma rede social. Hoje, as redes como um todo se beneficiam não só deste entendimento infinitamente maior, mas também da necessidade que as pessoas hoje têm em acessá-las. Hoje as redes entendem o que são e como devem ser.

981-Mark-Zuckerberg-logo-Facebook.jpg "...a pegada das redes sociais é ser a própria vida em si."

02. O FACEBOOK É O FACEBOOK

Se tem alguém que realmente entendeu as regras do jogo, esse alguém é o Facebook. Diferente do Orkut, a rede social de Zuckerberg - mais do que qualquer outra - entendeu qual a pegada das redes sociais, e esta não se limita a ser apenas um local específico onde você encontra seus amigos, vez ou outra; a pegada das redes sociais é ser a própria vida em si. É uma oportunidade das pessoas serem, se expressarem, conectarem-se e, principalmente, saberem de tudo sobre a vida alheia da maneira como bem entenderem. O Facebook - Face, para os íntimos -, não somente sacou esta ideia e a implementou de forma eficiente como a ampliou para um novo patamar. Ele lançou mão de dois recursos pequenos e corriqueiros que fizeram toda a diferença. O recurso dos anúncios publicitários e o recurso das fan pages possibilitaram, respectivamente, a entrada das marcas e - não somente, mas principalmente - das celebridades na rede. Estes dois elementos (marcas e celebridades), que estão bem presentes em nossas vidas, conectaram os pontos que faltavam para que esta ideia de que há uma espécie de vida paralela dentro do Facebook se completasse. Além de ser o pontapé que faltava para derrubar o velho e ultrapassado Orkut do seu posto de rei sobre as redes sociais, e coroar o novo e "descolado" Facebook em seu lugar.

03. O FACEBOOK COMO PLATAFORMA

É possível notar nas redes sociais hoje, uma certa segmentação, quase como se houvessem subcategorias de redes sociais. O Twitter caracteriza-se pela síntese de seus 140 caracteres que permitem o acesso mais rápido às informações e notícias, o Instagram caracteriza-se pela sua possibilidade de poder compartilhar através de imagens e vídeos os seus melhores momentos e o Facebook caracteriza-se por ser um local para conectar-se e reconectar-se com familiares, amigos, marcas, artistas, gato, cachorro, papagaio, etc. De todas as redes existentes hoje, o Facebook e o Google + são as únicas redes que parecem ter herdado do Orkut a abrangência de ferramentas e formas de conectarem-se com as pessoas, mostrando seu foco mais voltado para esta área. Tendo isto em mente e analisando aquela segunda notícia que eu ainda não mencionei, é possível traçar um possível futuro para a rede social de Zuckerberg.

Bom, mas o que seria está segunda notícia, então? Trata-se apenas de um post feito na página do próprio Mark Zuckerberg, anunciando um projeto que visaria levar serviços básicos de internet à locais de difícil acesso à mesma. O anúncio oficial foi feito apenas em julho deste ano, mas Zuckerberg já falava deste projeto em março.

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"Em nosso esforço em conectar o mundo todo com o Internet.org, nós estivemos trabalhando em maneiras de prover internet vinda do céu às pessoas.

Hoje, compartilharemos alguns detalhes do trabalho que o Laboratório de Conectividade do Facebook está fazendo para construir drones, satélites e lasers para entregar internet à todo mundo.

Nosso objetivo com o Internet.org é tornar viável o acesso à serviços básicos de internet disponiveis a cada pessoa no mundo[...]"

Segundo Mark, o primeiro país a receber este novo serviço foi a Zâmbia e que "em breve, todos poderiam utilizar a internet de graça para encontrar empregos, conseguir ajuda com saúde reprodutiva e outros aspectos de saúde, e usar ferramentas como o Facebook para ficarem conectados com as pessoas que elas mais amam.". O Facebook já é responsável por 25% do tráfego de internet no mundo, e com o Internet.org esse número deve aumentar drasticamente.

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Ao analisar todas estas notícias, aliadas à outras das recentes aquisições do Instagram, do Whatsapp e mais recentemente o investimento pesado na tecnologia do Oculus Rift, consigo vislumbrar uma possível intenção do Facebook em querer se tornar uma espécie de plataforma transmidiática de comunicação entre as pessoas. São apenas conjecturas da minha parte, mas pensem bem. Uma nova forma de vídeo chamadas mais interativas e imersivas seriam possíveis utilizando-se da tecnologia do Oculus Rift. O projeto do Internet.org, se ampliado a um pantamar bem mais abrangente e que levasse cobertura de internet à todos os lugares poderia dar subsídio para que a plataforma do Whatsapp substituísse a do SMS.

Em suma, o projeto do Internet.org colocou novas cartas sobre à mesa e com elas surgiram uma quantidade infinita de novas possibilidades. Resta-nos apenas aguardar o que CEO do Facebook planeja fazer com tudo o que tem em mãos. Mas uma coisa é certa, todos estes investimentos empregados em ampliar as possibilidades de uso da rede garantirão que o Facebook ainda perdure firme e forte por muito tempo.


Bruno Leandro

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