Diogo Brunner

distraídos venceremos

Narrativas Caiçaras: porque narrar é resistir!

Conheça aqui o projeto que pretende realizar uma série de curta documentários sobre as comunidades caiçaras da região costeira de Paraty.


Narrativas.jpg

Pela primeira vez, depois de um bom tempo escrevendo aqui neste espaço, humildemente peço licença para divulgar/informar/interagir sobre um projeto que estou desenvolvendo juntamente com a minha companheira. Por se tratar de um projeto que se encaixa em vários eixos temáticos propostos pelo Obvious, vi este como um lugar bastante prolífico para propor aqui nossas ideias iniciais.

Intitulado Narrativas Caiçaras essa iniciativa se propõe a realizar, ao longo de 2015, seis curta documentários sobre as comunidades tradicionais caiçaras na região costeira de Paraty. O primeiro deles, o que chamamos de episódio piloto, já foi gravado e disponibilizado no You Tube. Você pode conferir aqui:

A Praia do Sono foi a primeira comunidade que visitamos. Quando chegamos lá, em fins de setembro, tínhamos mais ideias na cabeça do que perguntas no roteiro. Nas grandes cidades você vai sempre precisar de um roteiro, na praia do sono não. Na praia vazia encostamos os equipamentos numa mesa, e demos uma larga respirada. O que a gente realmente queria ali? Atrás de quais personagens estávamos? Incomodados com quais questões? Não demorou muito para que fôssemos encontrados pelas pessoas. A expressão é justamente essa, pois é natural que as pessoas queiram narrar suas histórias (inventadas ou acontecidas), lutas, dores, o que mais vier. Nem todos podem narrar sua história. Ou os espaços são muito reduzidos, ou simplesmente não é do interesse que certas histórias sejam narradas. Por isso que na praia do sono seguimos apenas um roteiro protocolar. Quando você se depara com coisas, gestos e olhares que pensava nem mais existir, ou quando toma um soco no estômago ao se ver no papel do opressor, a única resposta talvez seja tentar ficar calado e ouvir. Foi o que fizemos a maior parte do tempo.

NarrarResistir.jpg

Dentre outras coisas abordamos questões acerca da cultura tradicional dessas comunidades e de possíveis “interferências externas” que possam vir a colocar essas comunidades e tudo o que elas representam em risco. É bom lembrar que, ao contrário de quilombolas e indígenas, o povo caiçara não é protegido sequer pela constituição, mesmo sabendo que nem sempre ela se faz eficaz.

seu antonio.JPG Seu Antonio, um dos personagens do nosso episódio piloto

No que se refere aos objetivos, primeiramente gostaríamos de possibilitar que essas narrativas (sejam elas políticas, ficcionais, históricas, etc.) provenientes dessas comunidades tradicionais caiçaras sejam comunicadas para além dos seus próprios limites territoriais. Ou seja, que possam se expandir para outros habitats. Ouvir e propagar, através de uma recriação documental, desde histórias folclóricas até histórias de luta que permeiam a trajetória da vida desses povos. Em março rodaremos o próximo episódio e vocês podem ficar por dentro de toda essa empreitada acompanhando nossa página no Facebook:

https://www.facebook.com/narrativascaicaras

No entanto, por se tratar de uma iniciativa totalmente independente, ou seja, não possuímos vínculos com nenhuma instituição ou órgão financiador, muito menos temos a intenção de lucrar com esse projeto, recorremos ao financiamento coletivo pelo site Vakinha. Vocês podem doar qualquer valor, por boleto ou cartão de crédito, e é fácil, é rápido e é seguro. Nosso orçamento inicial para a realização dos seis curtas é de R$ 9.800,00. Nosso financiamento, que vai até o dia 28/02, já arrecadou quase 40% desse valor! Gostou do nosso episódio piloto? Então nos ajude a tornar esse projeto realidade! É só acessar aqui:

http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=333391

Juntos somos mais fortes!


Diogo Brunner

distraídos venceremos.
Saiba como escrever na obvious.

deixe o seu comentário

Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do autor do artigo sobre as matérias em questão.

comments powered by Disqus
version 2/s/artes e ideias// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Diogo Brunner