Thabata Lima Arruda

Thabata Lima Arruda gosta de escrever, tocar ukulele e mora em São Paulo. Colabora como redatora em sites de música, é blogueira de boteco, produtora cultural, nômade urbana e auto-didata.

A Casa de Virginia W.

A Casa de Virginia W. é uma ótima oportunidade para conhecer outras faces da autora.


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Há alguns anos atrás fui a uma livraria e tive uma espécie de "magnetismo universal", que levou-me até este livro: A Casa de Virginia W. (Ediouro, 2005), da autora espanhola Alicia Giménez Bartlett. Nesta época não sabia o quanto Virginia Woolf era maravilhosa e inspiradora. E da existência do chamado grupo de Bloomsbury.

Virginia Woolf nasceu em Londres no ano de 1882 e cometeu suicídio no ano de 1941. É uma da mais importantes escritoras britânicas. E, sem dúvida, uma das minhas favoritas.

A Casa de Virginia W. é um apanhado dos diários de Nelly Boxall, que serviu a casa dos Woolf durante 18 anos. Nelly e Virginia tinham um relacionamento de admiração, compaixão e inveja. Em seus diários Nelly descreve os hábitos dos Woolf, as crises e doença de Virginia, e principalmente a delicada relação entre patroa e empregada.

A autora sentiu-se instigada a pesquisar sobre Nelly Boxall, lendo um dos diários de Virginia, onde havia uma menção a Nelly: "Se este diário não tivesse sido escrito por mim e um belo dia caísse em minhas mãos, eu tentaria escrever um romance sobre Nelly, a personagem. Toda a história entre nós duas, os esforços de Leonard e meus por nos livrarmos dela, nossas reconciliações." A partir deste momento Alicia foi invadida por uma obsessão e foi buscar informações sobre Nelly. Descobriu então que ela escreveu diários, e com quem eles estavam. Iniciou então este maravilhoso livro, que é composto por vários fragmentos dos diários de Nelly Boxall com retalhos do romance baseado em fatos reais. Também há um testemunho sobre a estada de Alicia em Londres.

Este livro é sem dúvida -para um fã de Virginia-, uma oportunidade de conhecer outras faces da autora.


Thabata Lima Arruda

Thabata Lima Arruda gosta de escrever, tocar ukulele e mora em São Paulo. Colabora como redatora em sites de música, é blogueira de boteco, produtora cultural, nômade urbana e auto-didata. .
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