arquitetura do sagrado

quando a forma segue o significado e a beleza é uma função.

Eduardo Faust

Arquiteto e Urbanista, graduado pela UFSC e pós-graduado em Arquitetura Sacra pela FAJE.
Sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, com obras em 6 estados em mais de 20 cidades. Estruturado em linha autoral, busca a conexão dos elementos arquitetônicos vernaculares com a pluralidade da pós-modernidade.

A Corrida Vertical

A cultura da hierarquização vertical na paisagem urbana ontem e hoje.


empire-state-old_timer_structural_worker2web.jpgConstrução do Empire State em New York

No final do século XIX e início do século XX os Estados Unidos, mais especificamente a cidade de New York, ilustra seu progresso na forma de edifícios de estatura elevada - os então chamados skycrapers [arranha-céus]. Estas obras dariam início a "corrida vertical", sendo que até cidades antigas como Paris entraram na disputa.

Na primeira década do século XXI, Emirados Árabes, China e Coréia do Sul fomentam e lideram uma nova e mais acirrada "corrida vertical", novamente temos países de economia forte em busca de ícones do progresso. Em 2011 foram finalizados 17 dos 100 maiores prédios do mundo.

Predios mundo.JPGBurj Khalifa: um dos maiores ícones da nova corrida vertical.

Os arranha-céus são descentes diretos dos Templos, nem tanto pela questão simbólica mas pela cultura da hierarquização vertical na paisagem urbana.

No cristianismo a torre tem como símbolo, o chamado, a convocação para a reunião [mesmo que Ekklesia e Ecclesia, que dão origem a palavra Igreja] que anuncia a boa nova [mesmo que euangelion que da origem a palavra evangelho]. A grande importância [principalmente física] dos templos nas cidades, faz com que o seu significado vá alem das questões sacras, sendo muitas vezes superado pelo papel político-social. Sendo assim a corrida vertical não é um fenômeno exclusivo dos tempos pós revolução industrial, ela pontua nossa história desde os Moais da Ilha de Páscoa até a era das grandes Catedrais na Europa.

No mundo Cristão a lista das 50 maiores igrejas encontraremos somente igrejas posteriores ao século XIII era das grandes catedrais góticas.

■ O TEMPLO MAIS ALTO DO MUNDO

A Mesquita de Hassan II em Marrocos é o templo mais alto do mundo com 210 metros, apesar da linguagem antiga a obra foi construída em 1989, com técnicas e materiais do final do século XX, numa época em que já existiam prédios como o Sears Tower [EUA, 1974] de 443 metros.

Mesquita-Hassan-II1-700x525.jpgMesquita de Hassan II, Marrocos

■ A IGREJA MAIS ALTA DO MUNDO

A Catedral na cidade de Ulm é a igreja mais alta do mundo com 162 metros, sua conclusão data de 1890 porém sua pedra fundamental foi oficializada em 1377. O projeto de sua torre é creditado ao arquiteto Ulrich Ensingen.

Ulm_Muenster.wikipedia.jpgCatedral de Ulm, Alemanha.

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Ulmer_Münster.jpgCatedral de Ulm em 1824 possuía 100 metros.

Ulrich compôs a igreja com 150 metros, porém a Catedral de São Pedro e Maria na cidade de Koln [Colônia] iniciada em 1248 foi finalizada antes, em 1880 com 157 metros, com isso algumas alterações foram feitas para que Ulm tivesse a maior igreja e estrutura do mundo.

Kölner_Dom_Westfassade_2011_(2573-75)web.jpgCatedral de São Pedro e Maria em Koln, Alemanha

Koeln_RdFlug_1.JPG

■ A IGREJA MAIS ALTA DAS AMÉRICAS

A igreja mais alta das Américas e a 30º do mundo, é a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória na cidade de Maringá, no Brasil. Ela foi idealizada por Dom Jaime Coelho, projetada pelo arquiteto José Bellucci e teve sua construção efetivada entre 1959 e 1972. Com 124 metros é a única igreja dentre as 30 mais altas do mundo que possui desenho pós-moderno autoral.

maringacat-mar.resized.jpgCatedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória.


Eduardo Faust

Arquiteto e Urbanista, graduado pela UFSC e pós-graduado em Arquitetura Sacra pela FAJE. Sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, com obras em 6 estados em mais de 20 cidades. Estruturado em linha autoral, busca a conexão dos elementos arquitetônicos vernaculares com a pluralidade da pós-modernidade. .
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