arte liberdade e subversÃo

Divagando em meus pensamentos, encontro-me no êxtase de mim mesmo.

Igor José

Igor José é apenas um ser humano que busca nas artes um meio de se libertar de tudo o que a rotina lhe impõe, subvertendo assim a sua própria vida.

Manifesto

Não precisamos de uma nova semana de arte moderna, precisamos do interesse dos artistas de hoje em fazer arte com proprósito, da mesma forma como fizeram os mestres do passado, buscando respaldo em sua obras para uma renovação e revolução no cenário cultural brasileiro.


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Chegamos à segunda década do século XXI, O futuro da humanidade, hoje totalmente dependente da modernidade tecnológica, é um mistério. A roda do sistema conduz o homem pela vereda da vida rumo a um futuro desconhecido, onde as informações chegam a velocidades indescritíveis e a globalização é mais do que uma mera palavra usada para traduzir a união dos povos, mas a realidade de um mundo que miscigena ideias como um grande caldeirão efervescente onde as opiniões se unem ou se chocam sejam elas referentes à economia, política, fé ou cultura, e assim novas tendências e conflitos vão surgindo.

Culturalmente o Brasil se traduziu, durante um longo tempo, muito suficiente através do Movimento Modernista, que com uma visão futurista, rompeu a barreira do tradicionalismo e mesmo com influências importadas, principalmente da frança, conseguiu obter uma identidade adquirida como uma carta de alforria, assinada por Graça Aranha, na Semana de Arte Moderna de 1922.

abaporu-tarsila-do-amaral.jpg Abaporu de Tarsila do Amaral Entretanto, essa liberdade tão desejada no início do século XX, para se criar uma nova arte e novos textos, com novas técnicas e propostas, conseguidas a custo de uma ruptura brusca com os movimento artísticos e as escolas literárias anteriores e ampliada no decorrer dos anos seguintes, agora no auge dos seus noventa anos, se perde na era tecnológica que domina o mundo, devido um conhecimento superficial (ou falta dele) das lutas modernistas e sua finalidade por parte, principalmente dos jovens, que não se interessam pela arte (principalmente a literária) mais nacional que artistas brasileiros já produziram.

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Como professor de língua portuguesa, confesso me sentir um pouco perdido com relação a tudo isso. Sinto-me despreparado para participar da evolução cultural do meu país, diferentemente daqueles que lutaram pelo rompimento das artes com o tradicionalismo e as tendências europeias; dos jovens que lutaram contra a revolução de 1930 e dos que combateram o golpe militar de 1964, que se engajavam politicamente em prol do país em todas as áreas, principalmente a da liberdade cultural.

Contudo as gerações passam e fica apenas o legado. E é essa herança que permanece nos livros, nos jornais e na internet para que nós, os novos responsáveis pela língua, pela literatura e pela arte em geral, não deixemos que a nossa identidade cultural se perca, mas que a nossa brasilidade se fortaleça numa renovação de ideias que se traduzam nas artes das mais variadas e no modo de ser brasileiro.

Hoje faz-se necessário voltar ao passado, conhecer os ideais de ontem para que assim possamos reorganizar o pensamento e as idéias que surgem nessa nova era em que a humanidade se encontra, e com isso afetar todas as áreas da sociedade moderna, evocando o comprometimento, a sabedoria e o lirismo dos mestres que hoje sobrevivem em suas obras, por poucos apreciadas, pela falta de curiosidade, pela falta de responsabilidade, pela falta de respeito com si mesmo, com a sociedade e com a pátria.


Igor José

Igor José é apenas um ser humano que busca nas artes um meio de se libertar de tudo o que a rotina lhe impõe, subvertendo assim a sua própria vida..
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