
uma tempestade chega mas meu copo d'água é do tamanho do mundo. além do que, sou daquelas que se regozijam e lembram de onde estavam no exato e trágico momento. certeza é que se um quer morrer cedo e eterno, o outro quer andar descansando - e aquele então, que sabe usar armas e palavras? muito perigoso num mesmo floreio
ainda tenho planos de risco e planos que risco, e também tenho palavras que são lavas - mas tudo dói, doutor! estou quase sempre enganada e enganando, enquanto tento não me tornar animal morto na via ou o matador atrás do volante, que qualquer um desses se vai voando.
o externo torna o interno parece que eterno, o que quer que seja. ou pelo menos é essa minha própria virada pros problemas que me tempestam - algum tipo de palavra ou silêncio: só quem está no interior do furacão sabe do quieto. a violência da natureza vem muito naturalmente, e coragem tem que ser servida gelada ou fervendo, é assim que se sobrevive.
mas o tempo bate mais forte do que o relógio da vó, apesar de que ando bem ultimamente - não compro mais brigas, nem mesmo com meu próprio compassar, nem com minhas bactérias. estou com todos, sou guarda-costa, braba e disposta. se um dia a arte acabar acaba o mundo mas enquanto os artistas abrirem a boca, abundo.
o tsunami chegando e o povo na praia se admirando. sinceramente mesmo? você não diz, você diz, continua dizendo, não tem nada a dizer, você só diz besteira - cala boca! que você diz balada mas eu ouço blablá, que você diz mais arte mas já é tarde demais.
Comentários
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do autor deste site sobre as matérias em questão.
Deixe o seu comentário
O e-mail é obrigatório mas não será mostrado no site ou cedido a terceiros. Seja cordial e educado. Comentários ofensivos ou pouco dignos não serão publicados.