
já a vida inteira as mãos e as palavras me ocupam, eu sozinha no meu quarto. mas de vez em quando acordo quando não durmo: viajo o mundo, aprendiz, trabalhando pra todos os lados, meu firmamento insólito.
tem gente que sabe muito, fazendo trabalhos simples pra pagar o aluguel. tem uns que não sabem nada, com diplomas e roupas e palavras truncadas. o clima é pesado, o ser humano um vírus complexo e mortal.
mas em geral nem mosquito eu mato - e são tantos! chego rapidinho, de saída e já me fui - mas sempre volto de antemão porque dentro da despedida vivo menina eterna. de qualquer forma, tudo vira sopa ou se aprimora.
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