arxvis

dentro do momento

arxvis

artista plástica
e transpirante poeta

NO FEIJÃO É ONDE ESTÁ O GOSTOSO

por que uma mulher rouba 500 flores?


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os dias passam rápidos ou lentos, mas o sol não chega, nunca. aqui há um deserto de leite: céus brancos mas barulhentos, arrastando seus tons molhados, e um vento consistente como escolta - consorte frio, digo em voz alta.

ouço minha voz como a de um estranho, enquanto pessoas passam por mim: um cara com um casaco leve, um homem com uma carga pesada, um outro mais novo que seu filho, e turistas em fila, hesitantes como um inseto longo, centopéia platéia.

nessa praça o dia termina, a noite não. faço essas notas, só - daqui a pouco velha também, não mãe nem avó. e não saberei os nomes de amigos enquanto rodo pra todos os lados. sentir falta será como estar completa.

certa vez, entrando numa sala eu vi deus sobre a mesa, como a preencher um vazio - pesado de papel e (pre)conceitos - e tive que rir: como são bobos às vezes nossos medos e fantasias, injustos.


arxvis

artista plástica e transpirante poeta.
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