arxvis
eu não sou o que sou
mas o que formo todo dia
o céu ainda aguarda o sol
e eu já na monotonia
do nascer de um novo ser
que desesperador o despertador!
quantos cavalos valho?
a única coisa eterna é a infância
variáveis de um deandar e seus possíveis meandros
te vi na tv
ana foi pro céu sim
todas as línguas minhas
vou contar uma coisa (um segredo do fundo de dentro)
voz o vento
escuro que cega
aqui, amada: adeus
errata, meu nome é renata
descolar é sintoma - e não é nada chic
conquistador conquista a dor
meu mar urgente
corrupção tem duas faces: a cara e a coroa
cuidados com o rosa em botão
traga meu setembro agosto
raposas do ártico
sem trilha sonora, sem mesmo um olhar
perdura
Rineke Dijkstra: "ninguém é capaz de entender o outro"
aparência é essência?
não me calo nem me poupo, nem um pouco!
minha carreira terrestre
bonecas e assassinatos: a família Judson não sobreviveu ao dia das bruxas
cão, olha aqui meu coração - essa coisa tão bela que você cadela!
o drama do automático se roda sem dar corda
o que eu vejo é o bocejo
randy otter: "eu existia antes disso ser moda."
derredor, meu amor
saudade: vivo nisso
onde que eu vou, onde que ela vai
Louise Bourgeois: desenhos e gravuras de uma mulher que foi casa
princípios são só meios pra certos fins
perdidinha e pronta pro jantar
109 horas e tudo vai bem
richard gerstl: loucura e dor, com maestria
o paraíso perdi em piripirí
desejar é uma felicidade só; conseguir, uma grande decepção
mais um dia ganho, de tantos perdidos
marlene dumas: 'ver é uma forma de pensar'
admirar o próprio umbigo resulta em parca umbiguidade
passado
peão das flores
alex katz: retratos despidos de tinta
partir e repartir
o cheiro do feio e a cor do castigo
dor madura só o tempo cura
kim jong-il: olhando as coisas
pense antes de calar
represe por nós, pescadores
improbalada
maria nanquim: imperdoável e indomável
romance
mal comportamental
ah pobre artista, vendo com olhos límpidos a negra luz do lancinante vazio
½ dúzia de 3 ou 4: tantos e muito mais
nó
você diz balada, eu ouço bla-blá
cavalo das almas
nancy rubins: o lixo, o desastre, a beleza
mágoa
decisão, nome bom de cerveja
extrato de mestre
mazu prozak: um colorista na cidade cinza
palágrimas de artriste
dados de dudas
superstição é a mãe de todos os deuses
rafael campos rocha: criador de deus, essa gostosa
e por fim um abraço e um prazer
quanto mais te quero, te quero mais
o mundo se despede, e quem me pos assim de frente com ninguém e todos também se despe pro último ritual
gillian wearing: pequenos e formidáveis dramas
triplicando o cabo da boa esperança
enquanto o dia não acaba
amo até as bactérias (as venenosas)
jonathan lasker: suas pinturas são rabiscos magníficos
mutações são as moléculas da vida
o mala
ô lágrima boa!
Giorgio Morandi: o pintor filósofo
você merece toda felicidade do mundo, contanto que não pare de sofrer pro meu entretenimento
artisto meus tristes resquícios
dialética do armário
martin klimas: a irresistível atração que a extrema violência exerce
a triste verdade é o ser humano
no multiverso meu poema
associação mais aflita
nacho rojo: estereótipos sociais
sei tudo vai terminar bem no fim da fita
amor de plástico
cruz-credo
tom friedman: elevar o comum para o status de arte
ser o que sou, sendo
cobrir ou descobrir, eis a resposta
a esmo mesmo
Philip Guston: a maior obrigação de um artista é a de ser livre
ao mestre que morreu orgástico
com din-din ou sem din-din, meu bem, eu brinco
vaca fria no meio da sala só traz felicidade
lila jang: transformando o ordinário em lúdico
sobrevida é mais vida?
tive que ser várias vezes pra desentender melhor
crônicas do vazio
Gordon Matta-Clark: anarquitetura
bicho de novidades
empalavração
momento de esquecimento
saul leiter: abstração com reflexos e sombras
agoras aquis, depois lás
abstração
exercício em dor
Saul Steinberg: todos usam uma máscara, real ou metafórica
meus limites são infinitos
a criadora e a criatura
10.000 hrs
Dalton Ghetti: outsider art
amar o amorfo
a pele finíssima do sentimento
quiçá à grande alma qualquer
Esteban Pastorino Diaz: fotografando de uma pipa
soneto que já era
tem hora que só mar afora
Frieke Janssens: um impacto surreal
viviane sassen: a identidade e beleza do povo africano
renegados
eu olho os meus olhos à cegueira
o que se foi, foi-se, egonauta
james mollison: onde crianças dormem
nostalgia
terminado em ponta
comic poem
caipirinha appreciation society
no feijão é onde está o gostoso
dirija com segurança
saudade da possibilidade
Das Leben der Anderen (a vida dos outros)
comic poem
previsão de tempora e mores
retro é direto
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