astronauta

Entre os voos sub-orbitais e os delírios cotidianos.

Mylena D'Queiroz

"8.
Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte."
In: Crepúsculo dos ídolos.

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    JÁ ACABOU, SHIRUKAYA?

    "Rinhas de gente, maridos tóxicos e mortos, mulheres armadas até os dentes, um Clube da Luta às avessas e lucrativo, uma personagem colecionadora de tesouras, facas afiadas pra dar e vender, cortes, tiros e socos. Aqui a violência é a única forma possível de sobrevivência". (Sinopse do Livro)

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    ESCRITA APÓS O MASSACRE DE CARANDIRU EM SOBREVIVENDO NO INFERNO, DE RACIONAIS MC’S

    Racionais vão contar a realidade das ruas
    Que em nome de outras vidas, a minha e a sua viemos falar
    Que pra mudar temos que parar de se acomodar
    E acatar o que nos prejudica
    O medo – sentimento em comum num lugar
    Que parece sempre estar esquecido
    Desconfiança, insegurança, mano
    Pois já se tem a consciência do perigo, e aí? – Pode crer
    Mal te conhecem consideram inimigo

    Pânico na Zona Sul, 1993.

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    Narrativa dos muitos: Bacurau e a potência dos pobres

    "Em um sentido mais geral, a multidão desafia qualquer representação por se tratar de uma multiplicidade incomensurável. Ao contrário do conceito de povo, o conceito de multidão é de uma multiplicidade singular. O povo constitui um corpo social, a multidão não, porque a multidão é a carne da vida. Massa e plebe são palavras que têm sido usadas para nomear uma força social irracional e passiva, violenta e perigosa, que justamente por isso é facilmente manipulável. Ao contrário, a multidão constitui um ator social ativo, uma multiplicidade que age." (HARDT; NEGRI).

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    Pacto(s) em Grande Sertão: Veredas

    “Amável o senhor me ouviu, minha ideia confirmou: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem soberano, circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia”

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    Nas margens do capibaribe: as gravuras severinas de Fábio Xavier

    Inspirado no movimento armorial, na estética do cangaço e no mundo dos cordelistas, o artista Fábio Xavier tem como referência Frederico Pernambucano de Mello, Ariano Suassuna, Xangai, Banda de Pífanos de Caruaru, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial e Elomar Figueira: artistas que compartilham do gosto por "cantar façanhas de antigos cangaceiros ou 'causos' escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste" como ele também o faz.

    Gilvan Samico, Derlon, Cândido Freire e Escher são outros nomes reverenciados pelo artista pernambucano.

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    Hell diving: um mergulho na arte de Leo Dias de Los Muertos

    Em meio às leituras de Poe, Lovecraft, Shelley e Verne, aos filmes de John Carpenter, aos fantasmas de Dickens, a corvos e quimeras, a sua obra emerge.

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    Água se planta

    Para compor seu pensamento e sua ideia de agricultura, Ernst Götsch visita Platão, Cícero, Confúcio e Bach, dialoga com Ilya Prigogine, vê sentidos em Sófocles e Ésquilo, e, assim, avisa-nos: Não, nós não estamos fazendo a nossa parte.

    (Projeto Agenda Götsch - adaptado)

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    Lobato foi aos Brasis

    "A lição maior de Lobato é a sua própria e tumultuosa riqueza humana. Creio mesmo que dentro de vinte anos ele estará incluído nos manuais de história e cultuado na memória do povo, como uma espécie de herói civil da literatura."
    Drummond

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    Em busca do conhecimento - o cotidiano mito fáustico

    "Para o Fausto de Paul Valéry, Mephisto não assombra mais as almas dos homens atuais, pois já está dissolvido em nosso cotidiano. Verdade ou não, quiçá nenhum ser atualmente seja por completo alheio à busca pelo conhecimento."

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    Graciliano Ramos, Alexandre e outros Heróis

    Alexandre é, com olho torto, papagaio falante, bode tamanho-cavalo, estribo de ouro e tudo mais, qualquer avô ou bisavô que seja, orgulhosamente, um contador de histórias.

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    Eu e outras escatologias: a distópica e augusta poesia de Dos Anjos

    "Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
    Do cosmopolitismo das moneras...
    Pólipo de recônditas reentrâncias,
    Larva de caos telúrico, procedo
    Da escuridão do cósmico segredo,
    Da substância de todas as substâncias!"

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    Onna-bugeisha: a mulher samurai

    Exceção e não regra, certamente, mas existiram sim "mulheres samurais".
    Treinadas para caso precisassem defender suas casas, principalmente defensoras de suas famílias nobres, eram essas mulheres quais geralmente agiam quando os pais ou maridos estavam distantes, quando não mortos.

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    Entre as palavras do sertão há um elo: a poesia de José Inácio Vieira de Melo.

    Educado poeticamente pelas pedras de João Cabral de Melo Neto, pelos caminhos a Grécia apontados por Gerardo de Mello Mourão, e outros ilustres, o poeta alagoano é antes de tudo sertanejo, homem das terras e dos cantos.
    "Essas terras são minhas
    Sobre elas hei lavrado a escritura de meu canto" Gerardo Mello Mourão.

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    Dostoievski e o conceito de liberdade

    É destino do homem seguir a liberdade? É seguir a norma de fazer o que bem queira desde que não venha a ferir as leis dos homens comuns? Creio que para o romancista que "descobriu uma cratera vulcânica em cada ser", não seja algo tão simplório assim.

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    D. Sebastião não morreu! Ariano Suassuna e a utopia revolucionária sebastianista

    Entre o folheto nordestino, o romance, o conto fantástico, o trágico e o cômico, Ariano Suassuna incorpora a seu mítico sertão, dentre outras tantas histórias populares e referências históricas, o sebastianismo. "A Pedra do Reino é um livro extraordinário, como criação, recriação, fabulação, linguagem, tipos, diálogos, atmosfera mágica, comicidade, erotismo, epopeia [...] Não sou lá muito de comparações, mas se me perguntassem com que livro eu o compararia, não teria hesitação: com A divina comédia". Diz-nos Hermilo Borba Filho.