astronauta

Entre os voos sub-orbitais e os delírios cotidianos.

Mylena D'Queiroz

"8.
Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte."
In: Crepúsculo dos ídolos.

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    Pacto(s) em Grande Sertão: Veredas

    “Amável o senhor me ouviu, minha ideia confirmou: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem soberano, circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia”

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    Nas margens do capibaribe: as gravuras severinas de Fábio Xavier

    Inspirado no movimento armorial, na estética do cangaço e no mundo dos cordelistas, o artista Fábio Xavier tem como referência Frederico Pernambucano de Mello, Ariano Suassuna, Xangai, Banda de Pífanos de Caruaru, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial e Elomar Figueira: artistas que compartilham do gosto por "cantar façanhas de antigos cangaceiros ou 'causos' escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste" como ele também o faz.

    Gilvan Samico, Derlon, Cândido Freire e Escher são outros nomes reverenciados pelo artista pernambucano.

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    Hell diving: um mergulho na arte de Leo Dias de Los Muertos

    Em meio às leituras de Poe, Lovecraft, Shelley e Verne, aos filmes de John Carpenter, aos fantasmas de Dickens, a corvos e quimeras, a sua obra emerge.

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    Água se planta

    Para compor seu pensamento e sua ideia de agricultura, Ernst Götsch visita Platão, Cícero, Confúcio e Bach, dialoga com Ilya Prigogine, vê sentidos em Sófocles e Ésquilo, e, assim, avisa-nos: Não, nós não estamos fazendo a nossa parte.

    (Projeto Agenda Götsch - adaptado)

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    Lobato foi aos Brasis

    "A lição maior de Lobato é a sua própria e tumultuosa riqueza humana. Creio mesmo que dentro de vinte anos ele estará incluído nos manuais de história e cultuado na memória do povo, como uma espécie de herói civil da literatura."
    Drummond

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    Em busca do conhecimento - o cotidiano mito fáustico

    "Para o Fausto de Paul Valéry, Mephisto não assombra mais as almas dos homens atuais, pois já está dissolvido em nosso cotidiano. Verdade ou não, quiçá nenhum ser atualmente seja por completo alheio à busca pelo conhecimento."

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    Graciliano Ramos, Alexandre e outros Heróis

    Alexandre é, com olho torto, papagaio falante, bode tamanho-cavalo, estribo de ouro e tudo mais, qualquer avô ou bisavô que seja, orgulhosamente, um contador de histórias.

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    Eu e outras escatologias: a distópica e augusta poesia de Dos Anjos

    "Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
    Do cosmopolitismo das moneras...
    Pólipo de recônditas reentrâncias,
    Larva de caos telúrico, procedo
    Da escuridão do cósmico segredo,
    Da substância de todas as substâncias!"

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    Fernando Pessoa: o modernista mensageiro da tradição

    «Sem a loucura, que é o homem,
    Mais que a besta sadia
    Cadáver adiado que procria?»

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    Inventor ou mestre? Homero aos olhos de Ezra Pound

    «Nunca li meia página de Homero sem encontrar invenção melódica, isto é, invenção melódica que eu ainda não conhecia.» Ezra Pound

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    Onna-bugeisha: a mulher samurai

    Exceção e não regra, certamente, mas existiram sim "mulheres samurais".
    Treinadas para caso precisassem defender suas casas, principalmente defensoras de suas famílias nobres, eram essas mulheres quais geralmente agiam quando os pais ou maridos estavam distantes, quando não mortos.

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    «Beauty Will Save the World». Beauty, um vídeo com obras de arte animadas por RINO STEFANO TAGLIAFIERRO

    "Ippolít, que lá pelo fim da arenga de Liébediev adormecera repentinamente sobre o sofá, acordou de súbito, como se lhe tivessem dado um empurrão. Sobressaltado sentou-se olhou em redor e ficou muito branco, parecendo muito espantado de se achar ali; e quando se lembrou de tudo e refletiu uns segundos, uma expressão de horror lhe veio ao semblante

    - Como? Estão saindo? Já acabou? Terminou? O sol já nasce? - pôs-se a perguntar, inquieto, agarrando a mão do príncipe.

    - Que horas são? Pelo amor de Deus, que horas são? Peguei no sono sem querer... Dormi muito tempo? - continuou a indagar como se uma coisa lhe tivesse arrebatado o destino enquanto dormia.

    - Dormiu... quer saber... apenas uns sete ou oito minutos! - acalmou-o Evguénii Pávlovitch.
    Ippolít fixou-o avidamente, distendendo por alguns momentos um raciocínio vagaroso.

    - Só? Então eu...
    E deu um suspiro ardente e profundo, como aliviando algum peso. Verificou que o grupo não se dissolvera, que tinha abandonado a mesa apenas para sentar a uma outra na peça contígua diante da ceia, que a aurora ainda não chegara e que, afinal de contas, a unica coisa terminada de fato fora o
    bestialógico de Liébediev. Sorriu e um fluxo vermelho, característico da tuberculose, lhe tingiu as faces. Comentou com ironia a afirmativa de Radómskii:

    - Esteve contando os minutos enquanto eu dormia, hein, Evguénii Pávlovitch? Bem reparei esta noite que o senhor não tirava os olhos de cima de mim. Olá, Rogójin! Vi-o em sonhos agora mesmo.

    - Franziu uma sobrancelha na direção do príncipe. como a mostrar-lhe Parfión que ainda permanecia sentado diante da mesa. Logo mudou de assunto.

    - Onde está o orador? Que fim levou Liébediev? Então ele já finalizou aquela xaropada? Como foi a peroração? É verdade, príncipe, que o senhor disse uma vez que a Beleza salvaria o mundo? Senhores! - exclamou bem alto, dirigindo-se para o grupo inteiro - aqui o príncipe afirma que a Beleza salvará o mundo! Participo-lhes que a razão desta sua idéia tão radiosa advém do fato de estar ele apaixonado."

    Capítulo V, parte III. O idiota.

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    Entre as palavras do sertão há um elo: a poesia de José Inácio Vieira de Melo.

    Educado poeticamente pelas pedras de João Cabral de Melo Neto, pelos caminhos a Grécia apontados por Gerardo de Mello Mourão, e outros ilustres, o poeta alagoano é antes de tudo sertanejo, homem das terras e dos cantos.
    "Essas terras são minhas
    Sobre elas hei lavrado a escritura de meu canto" Gerardo Mello Mourão.

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    Câmara Cascudo, desbravando o mysteriozo

    “Uma das coisas mais interessantes para os que se occupam de folk-lore são as analogias entre as manifestações intellectuaes populares de todas as raças. Ellas são tantas e tão fortes, que bem se poderia afirmar terem todos os folk-lores uma origem comum, hoje em dia perdida na noite profunda dos tempos. Poder-se-ia mesmo afirmar mais que essa fonte original ficou no oriente longínquo e mysteriozo, de onde têm sahido todas as invenções e todas as conquistas, quer as das armas, quer as do saber.” Gustavo Barroso, O sertão e o mundo.

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    Epos.

    “Ainda que o herói seja esmagado e o povo arrastado por sua infelicidade, o discurso heroico irá transcender a morte, seja individual ou coletiva”. (A. Lord)

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