astronauta

Entre os voos sub-orbitais e os delírios cotidianos.

Mylena D'Queiroz

"8.
Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte."
In: Crepúsculo dos ídolos.

Nas margens do capibaribe: as gravuras severinas de Fábio Xavier

Inspirado no movimento armorial, na estética do cangaço e no mundo dos cordelistas, o artista Fábio Xavier tem como referência Frederico Pernambucano de Mello, Ariano Suassuna, Xangai, Banda de Pífanos de Caruaru, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial e Elomar Figueira: artistas que compartilham do gosto por "cantar façanhas de antigos cangaceiros ou 'causos' escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste" como ele também o faz.

Gilvan Samico, Derlon, Cândido Freire e Escher são outros nomes reverenciados pelo artista pernambucano.


O artista do interior de Pernambuco tem obras povoadas por cantadores, bacamarteiros, pescadores e mulheres de vestidos floridos. Todos em meio a mandacarus, cascáveis e touros. Como magnificamente o fez Samico, a mitologia sertaneja também se faz presente por meio de seres como sereias. O sumo do sagrado é também representado. Há ainda mulheres carregando latas de água - uma realidade não tão distante das cidades interioranas do Nordeste brasileiro.

Bacamarteiro.jpg Bacamarteiro

Luar Caatingueiro - acrílico.jpg Luar Caatingueiro

A palhoça.jpg A palhoça, o gado e a roça

Caduceu.jpg Caduceu

Traqueijo.jpg Traqueijo

As obras do artista plástico retratam o interior do Nordeste em sua forma tanto leve quanto profunda, pois "trata do que é valoroso, mas é desvalorizado: das lendas urbanas e rurais, fatos do cotidiano e coisas que ninguém dá importância."

Com linguagens artísticas das mais variadas, com destaque para a xilogravura, Fábio Xavier utiliza-se de, em grande parte, materiais reciclados: mdf, madeira, moldura, vidro, isopor, papel e móveis antigos são algumas das possibilidades de vir a ser, sob seu olhar artístico, obra de arte.

Fábio Xavier.jpg

A isogravura é um diálogo entre tradição e modernidade, como se não fosse possível negar a terra e então seguisse as palavras de José Inácio Vieira de Melo a João Cabral de Melo Neto: "Vai, poeta com tuas facas destrincha a carne e nela passa o sal e estende-a ao sol"


Mylena D'Queiroz

"8. Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte." In: Crepúsculo dos ídolos..
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