atualidades

Pensamentos críticos diante daquilo que acompanha o momento presente.

Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada.

Infâncias Da Guerra Síria

Os civis querem acabar com o futuro das crianças. Querem despertar o ódio, antes mesmo de o amor brotar. Para eles o sangue é a água da vitória. Síria: Pior país do mundo para uma pessoa residir.


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Merda!

Tudo está virando pó. Todos os cadáveres serão objetos de estudos daqui a alguns anos. Todo o sofrimento dos inocentes serão relatos de memoriais, expostos em praça pública como ato de solidariedade. É extremamente doloroso perceber a falta de humanidade, a falta de amor para com os outros nos lugares onde o poder, o dinheiro e até mesmo o orgulho, sejam os principais fundamentos de uma cultura onde a dinastia é o perigo.

“Pensem nas crianças mudas telepáticas...” já dizia o poeta-cantor Ney Matogrosso na canção Rosa de Hiroshima, muda o país da guerra, mas não muda o estrago que a mesma faz com os pequeninos, aonde esses em vez de ir à escola ou brincar, são forçados a trabalhar são recrutados para lutar na guerra. Milhares delas morreram ou perderam braços, pernas, juntamente com cada aspecto de sua infância. Em vez de sorriso, choro. Os machucados não são das estripulias da idade. As bonecas nãos existem mais porque as “meninas-crianças’’, são obrigadas a servir o lar, como saída para o melhoramento da família. Os garotos ao invés de trocar figurinhas de esporte, trocam tiros, manuseiam armas, porque a única saída é não ter saída. Ou você se adapta, ou você morre. E mesmo se adaptando ainda ocorrem tragédias porque país de soldados assassinos é (e aparenta ter orgulho de ser) um país covarde! A inocência é um tesouro precioso que se perdeu no emaranhado de cimento e fuligem, no jeito duro de encarar o mundo, uma geração perdida, uma geração que o medo domina, e os traumas são como cicatrizes de linfoma, não desaparecem.

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O melhor seria ter o sorriso de cada um deles, felizes, saudáveis, limpos. As crianças da Síria não vivem, elas ocupam um espaço de adultos rudes, vingativos, e “explosivos”. As crianças da Síria são as grandes vítimas do caos das bombas, e da violenta maneira de ver a vida passar. Uma vida que, (aposto um doce) a única coisa que esses meninos e meninas querem é esquecer essa que é a fase mais lúdica da existência de um ser, isso se alguns deles sobreviver para traçar os fatos com o olhar doce e infantil que normalmente as crianças/coisinhas têm.

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Há salvação? Não sei. Eu realmente não sei. A ajuda de outros países é (quase que) vedada pelo governo, tornando tudo mais difícil. Um dia essas crianças cresceram e tomara que cresçam pensando na positividade de suas ações e não tomem como exemplos a vida de matar para sobreviver.

Tudo é muito polêmico, e mais uma vez ressalto o tamanho desolo que sinto quando vejo nos noticiários, imagens que retrata o meu desabafo acima. O melhor da vida não beira os refugiados. A obrigação de não ser feliz na sua própria casa é um dilema que essas crianças Sírias vivem desde que se entenderam por gente, uma gente que sofre que luta e que existe, apenas existe.


Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada. .
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