atualidades

Pensamentos críticos diante daquilo que acompanha o momento presente.

Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada.

Se quando mãe, eu tiver uma filha, ela se chamará: Poema

Vasculhando a minha caixa da adolescência percebi, que sempre gostei de pôr no papel meus sentimentos de um ser inamorável. A poesia é a respiração para os incompreendidos, é o veranizar do silêncio, é a companhia da solidão.


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Meu coração sente medo de amar. Eu canto para a rosa que o rouxinol soprou. Sei que quando chegar à noite você ainda estará lá, desabrochando para um novo dia. É a noite que me inspira, são os livros que me fazem dormir. Apesar das estrelas altas, piscam como se fossem pra mim, atormentadas por desolo cálidos, dançando valsa com os bem-te-vis. Que alegria saber que aqui onde brotou minha semente, existe solidão para os contos escritos, Por onde passa o vento.

Às vezes não sou poeta, Sou alegre, contente. Tenho sorriso nos lábios poeta sou diferente. O breu tomou conta da vila, o rock humanizado ecoou por brechas de “subcasas” pichadas, por fabulosas histórias de terror. O romantismo faz meu cenário de A ao infinito. São curvas que dá vontade de morrer.

Reminiscências de infância, medo das consequências desse balé não coreografado. Sussurros tradicionais colando gritos nas fendas que o luar não ilumina. Crianças magras pedindo doce, almejando pena. Consolação. Ando com um mundo diferente em minha cabeça. Esbarrando em espumas onde somente eu, sofro.

Quero uma cabana de chamas sobre o céu estrelado do sertão. No inocente momento de escuridão. Onde o silêncio paira deixando o verdadeiro adorno dormir. Sou um pedaço da selva no lado errado da vida. Sou uma alma bucólica, com coração de pitanga. Sou o verso do inverso, balançada pelo vento que desmancha meu cabelo, e enxuga minhas lagrimas. O úmido desafiando neblinas de verão. Tenho a lua como mapa. Dor e solidão. Anjos embalando o silêncio, declarando os desejos maciços e melódicos, presos eternamente na garganta gótica.

Têmporas seduzindo meus olhos antigos. Calino amor presente, amante, cintilando sobre o dorso frio dos campos de lírios. Tocou sobre o teu rosto e modelou então as tuas formas apaixonantes deixando as nuvens a minha volta, vermelha, envergonhada com tamanho querer. Fraternamente no espelho de minha alma semeando a vontade da relva. Sou como a flor da mangueira, sensível ao toque brusco, retraída quanto à atenção. Pequena como nascente. meu coração não nasceu para morrer de amor!

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Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada. .
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