atualidades

Pensamentos críticos diante daquilo que acompanha o momento presente.

Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada.

O SOPRO

“Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la”


381152_375929645809757_1791974350_n.jpg

O som do silêncio é o tesouro perdido em tempos de circo e caos. Aqui, nesse refúgio afastado, estou liberta. A espera da alma vomitar o que pensa. Assuntos que importam de verdade são ideias sábias de humanos deglutidos de sabores, cores e aromas naturais. Já o universo por contação de estrelas se deu romanesco, e a brisa leve fazendo-me cócegas aguçou a minha curiosidade desenfreada de juventude. Essa moça que só fala de alma, em vez de ver a terra como um corpo vivo e construir morada nela, vive num idealismo exacerbado, como uma cigana “a deus dará”, porque a vida de uma mulher ou a vida de uma árvore não precisa ser tolhida nem retalhada por conta de tempestuosas miras de ventos.

vazio.jpg

A poesia faz-se necessária para explicar a força vital do existencialismo. Tudo o que vinga há de ser útil, pois existem certos impulsos místicos que as palavras concretas e isoladas não conseguem expressar. Dando voz as contemplações interiores, brotando fontes de sentimentos há sete chaves na gaveta. Escutar o profundo é o nosso complexo lado negro, onde essas neurofutilidades de papel nos leva ao medo, e o medo nos transfigura em covardes.

AAAAAAAAAAAAAA.jpg

Ah o silêncio, e a sua doce vontade de ser gente com as sua branda capacidade de criar seres, de criar histórias, de criar enganos. Mudez que trás a solidão, cujas lágrimas florescem sons e amor imperecível. Estado de quem se cala; interrupção completa de ruídos, descanso e sossego. Assim como na ciranda das mulheres sábias, ser jovem enquanto velha e velha enquanto jovem, é um meio termo que visa o bem e esse bem almeja a felicidade. Vida orgânica, própria do homem. Existência e consciência num duelo eudemonico de experimentações, impressões e paz!

Ciranda das mulheres.jpg


Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada. .
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// @obvious, @obvioushp //Anna Claudia Rodrigues
Site Meter