atualidades

Pensamentos críticos diante daquilo que acompanha o momento presente.

Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada.

ABISMO DA IMAGINAÇÃO

Não existe um freio para a vida, ela é tão simples, os histéricos são quem a complica. Bem sabem eles que em outro estado além do real, há milhões de fins, milhões de imperfeições cuja percepção vem em sono.


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Na faculdade que nos leva a representar sempre um objeto ausente, nasce a fabulação dos fatos. O abismo começa quando a imaginação reprodutora finda, dando espaço à imaginação criadora. Nela, o homem inventa arte, se diz Deus, mergulha num mundo de enfrentamento, onde realidade e ludicidade se golpeiam em busca de um maior espaço. Os olhos lúcidos, cabeças e mentes em transfiguração ao ser ao meu lado. As imagens dos sonhos sãos tendenciosas.

Não existe um freio para a vida, ela é tão simples, os histéricos são quem a complica. Bem sabem eles que em outro estado além do real, há milhões de fins, milhões de imperfeições cuja percepção vem em sono. É confuso, delicado e depressivo imaginar que quando a gente não existir mais, a beleza mundana também morre, porque a sua apreciação é diferente e única das demais que por cá vão ficar.

Quando a mente se expande somos uno, capazes de retroceder ao começo dos tempos e desmistificar a ideia do caos (vazios) humano. O poema abaixo mostra um pouco do eixo entre a imaginação e o pesar que habita o psicológico humano diante de situações aparentemente perturbadoras.

“Eu vi um vulto no escuro”. Será viagem? Um dito? Um ente desalmado? Minha cabeça está criando demônios. Meu corpo se desfazendo em pecado, e não adianta soprar. Os ruídos, a podridão, o feto, o medo... Tudo sujeira que eu fiz. Viro-me, e o infortúnio se apaga com a luz. Os deuses querem me deixar insólita. Eles hão de forrar a lama para o meu ser se deleitar’’.

Anna Claudia Rodrigues

Uma pisciana que de tanto amar, morreu. Estudante de filosofia. Atriz que vive da dor, e sonha em ser uma folhinha de grama no alto de uma montanha inexplorada. .
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