Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade

Como pensa um machista

Com a repercussão da pesquisa do IPEA sobre violência sexual com as mulheres, e a campanha que felizmente tomou conta das redes sociais suscitando o debate, ouvi um conjunto de comentários e opiniões que me entristeceram, mas me fizeram pensar no personagem narrador desse texto.


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"Fico me perguntando porque tanta lamentação das mulheres nas redes sociais, todos os dias se arranja um motivo para exercer o feminismo. Hoje em dia já há quase direitos iguais, uma presidentA (querem mudar a língua portuguesa também), várias ministras e o mercado de trabalho com muitas mulheres nas chefias.

Parece que há um prazer em algumas mulheres em forçar a barra, achar coisas onde não existe nada. A ideia é: quanto mais exposição melhor, sair quase sem roupa para o parceiro reclamar, depois caso receber alguma cantada ainda terá argumento para dizer que é assédio ou algo assim.

Elas conquistaram a liberdade sexual, mas parece que querem ainda mais. Que me interessa saber com quantas pessoas a fulana dormiu na semana? Se tens uma vida assim ninguém precisa ser comunicado, aí depois ficam pedindo para liberar o aborto, também, "desse jeito" engravida mesmo. Essas mulheres são as mesmas que reclamam depois quando são "usadas" pelos homens, querem o quê? Mulheres devem se valorizar para serem valorizadas.

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Hoje essa conversa de achar repressão feminina em qualquer propaganda ta se tornando na verdade uma opressão aos homens que têm de ficar aguentando esse papo. Têm lugares que há cotas só para mulheres, empresas e nos partidos políticos, bom se são tão preparadas para ficar pensando nas teorias e lamúrias feministas porque não participam mais da política e se capacitam profissionalmente?

Nem pensar em fazer brincadeiras sobre mulheres na internet, porque você logo é perseguido por uma patrulha que não sabe diferenciar o que é piada do que é sério. É claro que lugar de mulher não é só na cozinha, que nem toda mulher dirige mal ou que elas gostem de apanhar, mas quando se trata de brinquedo ou metáfora ninguém está querendo ser maldoso. Desejam transformar tudo em preconceito.

Na realidade muitas mulheres gostariam de voltar no tempo, hoje além do trabalho elas ainda cuidam dos filhos e da casa, embora os homens já dividam bastante os afazeres. Elas estão sobrecarregadas e algumas não admitem, mas queriam ficar só em casa, mas seguem com esse papo de independência. No fundo os homens gostam de mulher que cuide do lar sim e se sentem bem se puderem sustentá-las.

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Mas dizer a verdade está muito difícil hoje em dia, o feminismo está em todo lugar e quer mudar coisas que até são naturais nas relações entre homem e mulher. Elas querem liberdade de expressão, mas não aceitam quando um homem vem e diz mesmo o que pensa. As mulheres hoje se dizem independentes, mas é só um cara de carro importado e grana chegar que elas já abrem o olho, isso é hipócrita, se querem vencer na vida tem que deixar de ser interesseiras.

Além da exposição, algumas mulheres se unem a causas que nem são suas, como as que apoiam os gays, de tanta vontade de "reivindicar" elas se somam a esses grupos. Daqui a pouco viveremos uma ditadura gay/feminista no Brasil. O pior é que muitos "homens" apoiam fervorosamente esse feminismo cego, é até de se desconfiar, mas enfim. Tem tanta coisa que poderiam estar fazendo ao invés de ficar procurando pêlo em ovo e postando na internet, lavar uma louça, por exemplo kkkkkk, brincadeirinha".

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*RATIFICANDO: ME PAUTEI EM COMENTÁRIOS DA INTERNET QUE TENHO LIDO COM FREQUÊNCIA, INFELIZMENTE, PARA CRIAR ESSE PERSONAGEM ESTEREOTIPADO DO MACHISTA DESCOLADO (ELE ACHA QUE TEM CONTEÚDO, QUE É JUSTO E ORIGINAL). EU, GREGÓRIO, NÃO COMPACTUO COM NENHUMA PALAVRA AÍ ESCRITA.


Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade.
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