Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade

Somos todos seres humanos

Campanha de Neymar contra o racismo é desastrada sim, por mais bem intencionada que seja e se for publicitária ou não. Os motivos?


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Pra quem se interessar em um debate mais aprofundado sobre esses motivos, deixo links de três ótimos textos sobre esse caso no fim do artigo.

Aliás, o lado positivo desse episódio é que textos como esses dos links puderam ser escritos, o tema veio à tona e a noção de pertencimento e representatividade da população negra estão sendo debatidas.

Curiosidade dessa história é que vindo de um jogador famoso que nem sempre se considerou negro, a campanha foi abraçada por pessoas brancas famosas que nunca levantaram a voz contra ao racismo quando os movimentos negros e as juventudes negras reivindicam seus direitos e/ou são vítimas de violência.

A campanha ganhou adeptos que nunca se incomodaram com o racismo cotidiano, e com atos racistas em seu meios familiares e sociais. Daí você me pergunta, mas não é essa intenção? Que bom que isso ocorreu né?

Bom, há dois lados, como a campanha é semanticamente equivocada e tende mais para o lado de ignorar do que combater e politizar a questão, isso nubla a compreensão das pessoas sobre o tema. Porém, de alguma forma, como já disse, isso oportuniza avanços no debate e amplia os espaços para que cidadãos negros e militantes da causa da igualdade racial tenham voz.

Penso que não se combate a ignorância e o racismo, assumindo e naturalizando uma ofensa, que é o que é e sempre foi ser chamado de macaco.

Não viemos dos macacos, não somos macacos.

“Sobre macacos, bananas, Daniel Alves e Neymar” por Higor Faria

Não somos macacos - Por: Breiller Pires

"Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!" Por Negro Belchior

"Neymar, Angélica e Huck, belos exemplos da Indústria Cultural" Por Henrique Braga


Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade.
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