Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade

Incongruências do discurso pró Impeachment

O modo mais eficaz de encobrir e garantir a continuidade da corrupção no Brasil seria um impeachment agora. Empreiteiros presos e políticos investigados são novidades de amadurecimento da nova e frágil democracia que temos.


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Com a quebra do processo democrático, isto é, um golpe diante da presidente eleita nas urnas, a investigação e punição relativa a qualquer corrupção se tornará foco secundário. Um impeachment seria a melhor coisa para os corruptos, pois se incidiria politicamente sobre um problema que é criminal, que tem de chegar nos corruptores e nos corruptos e, principalmente, reatar os recursos públicos desviados, muitos mais do que encarcerar.

A dificuldade de compreensão desse contexto de muitos que hoje estão na rua, que por ódio a um partido, mas sobre tudo pelo efeito manada, condicionamento linear de que a corrupção seria o grande problema do Brasil, é o espelho da baixa intensidade da democracia brasileira.

Se entendêssemos melhor o funcionamento do Estado, se nossa formação política e nosso conhecimento histórico fossem maior, se nossa participação cotidiana fosse expandida, saberíamos usar a energia de tanta gente para criar demandas qualificadas e concretas.

Como esse não é o caso, corre-se o risco do ridículo, o risco de reeditarmos a copa com camisetas da seleção e bandeiras, com cantos do hino, típicos elementos do nacionalismo que retratam o período ditatorial, que muitos sentem saudade.

Todo movimento amorfo corre o risco de ser capturado pelo oportunismo, de ser cooptado por interesses que não querem expressar, ou vocês acham que o empresário Jorge Paulo Lemann (homem mas rico do país) e a petroleira americana dos irmão Koch (segunda maior empresa dos EUA) estão financiado carros de som e materiais dos protestos de hoje por quê?


Gregório Grisa

Doutor em Educação pela UFRGS e simpatiza com a ideia de que aquilo que muitos chamam inteligência pode ser, em grande medida, curiosidade.
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