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Tamires Serafim

Fico insegura quando termino de escrever, quando publico algo, mas em contrapartida, estou sempre na torcida de que possam me entender.

As armas secretas

Durante o século XX, em plena Segunda Guerra Mundial (1939-1945) surge nos Estados Unidos as pin-ups, que abordavam o conceito de mulheres que misturavam o sensual com o inocente sem ser vulgar, sendo apenas convidativas a ideias de sensualidade feminina, fantasias e jogos eróticos alimentados.


F201211060852502233695351.jpg Durante o século XX, em plena Segunda Guerra Mundial, muitos soldados norte-americanos, afastados de suas famílias, namoradas e esposas, de toda sua liberdade e tranquilidade do conforto de suas casas, se encantavam em admirar àquelas lindas fotografias e desenhos de mulheres sensuais com trajes de banho ou de modelos mais ousados sem demonstrar vulgaridade nas paredes de seus quartos e alojamentos. Com olhar romântico e sorriso inocente, mostravam um perfeito e leve erotismo sem vulgaridade, o que permitia transparecer um ar de mistério e fantasia, alimentando-os a imaginação, transmitindo uma esperança e entusiasmo maiores aos olhos, gerando consequentemente uma motivação a mais a vencerem a batalha mundial. 084bJl.jpg As mulheres que posavam para estas fotografias e desenhos foram denominadas de Pin- up, termo inglês que tem o significado de “pendurar”. Há registros de que o termo tenha sido já utilizado desde fim do século XIX, mas teve seu ápice nas décadas de 40 e 50, quando pin-up virou nos Estados Unidos um estilo muito divulgado e exposto no país durante a II Guerra, pela grande quantidade de desenhos feitos de modelos, que eram consideradas um símbolo sensual, atraente e de fetiche masculino. Pegando um gancho nesta grande tendência, muitos artistas começaram a desenhar e os fotógrafos a fotografar modelos vestidas com a bandeira dos EUA, ou qualquer outro símbolo do país ou da guerra, para o incentivo à luta contra outros países, conciliando totalmente à realidade daquela época. Estas imagens eram estampadas em pôsteres, anúncios, calendários, revistas, jornais e maços de cigarros, em ambientes bem masculinos como oficinas era comum fotografias de pin-ups penduradas às paredes. pinup_25.jpg

As pin-ups transmitiam em seu estilo e formas inocência, charme, sedução, sensualidade, beleza e vaidade, além de trazerem um ar de fragilidade e mistério que instigavam o desejo e o imaginário masculino. Mulheres que usavam desse estilo e que como consequência atraiam os olhares masculinos, também influenciaram outras mulheres que encheram seus guarda roupas com acessórios, roupas sedutoras, de cortes, cores, estampas e detalhes característicos e específicos, além do próprio estilo de maquiagem e cabelo, que eram peças essenciais.

Alguns nomes podem ser citados como os pioneiros ao estilo pin-up, como Gibson Girl, uma mulher provocante pintada pelo artista norte-americano Charles Dana Gibson em 1887, Elizabeth Ruth Grable atriz, cantora e bailarina americana que ficou conhecida por Betty Grable, em uma de suas fotos em traje de banho, olhando para trás por sobre o ombro direito, transformou-a na maior das pin-ups durante os anos 40, Bettie Page uma modelo bastante popular entre as pin-ups dos anos 50, que se tornou famosa devido às suas fotos sensuais de estilo boneca, o que lhe rendeu a fama de "rainha das pin-ups", Marilyn Monroe foi uma atriz, cantora e modelo norte-americana que divulgou com toda a sua performance nos palcos e cinema o estilo. Miss Hap.jpg Atualmente, o estilo é visto frequentemente entre as mulheres de todo o mundo, são cantoras, modelos, atrizes que o adotaram. O movimento chega à sociedade contemporânea como um estilo de roupas e maquiagens, carregando a simbologia do gênero feminino forte e independente, mas sem perder sua sensualidade, curvas e delicadeza. Alguns nomes como Dita Von Teese atriz, dançarina, modelo e designer de moda que se destaca principalmente por representar e ser ícone máximo da arte burlesca, é responsável pela reinvenção da figura pin-up dos anos 40 e 50, a cantora brasileira Pitty, as cantoras Lana Del Rey, Amy Winehouse, Christina Aguilera e Katy Perry, a atriz Scarlett Johansson são alguns exemplos de símbolos dessa ressurgida e recordada tendência. Recordar o pin-up nos dias atuais vem sido muito vinculado aos estilos Vintage e Retrô, que são considerados, respectivamente, em uma recuperação e imitação de estilos de vida e de moda retrógada das décadas de 20 a 60, que são aplicados, utilizados em vestuários, calçados, peças decorativas e maquiagens. 1089332_40-anos-de-dita-von-teese.jpg

Entretanto, existem variações atuais dos tipos de pin-up usados e/ou assumidos por diversas adeptas ao estilo, onde as diferenças podem ser identificadas principalmente nas roupas, acessórios e cabelos. Cada uma têm suas características, com traços possíveis de identificar, sendo como exemplos as: Cheesecake, Burlesca, Classic Hollywood, Rockabilly, Tiki, Dark e Navy ou Sailor.

Levando-se em consideração esses aspectos, a cultura pin-up nos anos 40 mais precisamente, influenciou e inovou toda a uma cultura norte-americana, que se divulgou por todo o mundo. Portanto, pela enorme influência e fama desta forma de sensualizar sem ser vulgar, os soldados se encantavam e admiravam pela beleza destas mulheres, em seus espaços, lugares de descanso, para poderem se sentirem mais dispostos e com muita mais vontade de voltarem para casa logo. As fotografias destas em seus alojamentos serviam para que eles realmente tivessem uma “arma secreta” para alimentarem suas esperanças, de que um dia poderiam voltar para seu país e ficarem livres de todo aquele alvoroço de pequenas e grandes situações ruins que é a realidade de uma disputa e de poder encontrar com uma pin-up real, de carne e osso fora dos alojamentos militares.


Tamires Serafim

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