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Tamires Serafim

Fico insegura quando termino de escrever, quando publico algo, mas em contrapartida, estou sempre na torcida de que possam me entender.

O consumismo e um 'feliz Natal'!

Diante da realidade em que estamos inseridos, surge em mim um desejo para ressaltar o papel do consumismo no qual vemos mais significantemente nesta época. Estamos perdendo o verdadeiro sentido do Natal, ou de forma mais generalizada, estamos perdendo o encanto de estarmos juntos festejando, aproveitando o momento junto de quem se ama ou simplesmente acreditando que os bens de consumo possam substituir o estar presente.


Mais um ano se termina, mais 365 dias ai praticamente todos vividos e nesse tempo há as tradicionais confraternizações natalinas e as comemorações festivas de fim de ano, e neste tempo, também contamos com a corrida para compra de presentes, porém no meio dessas festividades percebo a carência da verdadeira essência deste tempo. Será que estamos comemorando o Natal com nossas famílias de forma sustentável? Será que temos passado valores humanos para nossas crianças ao comemorar um Natal onde os presentes são o mais importante da festa? 72052cae6eb3201a98ec1ac549f5a9c017207b31.jpg

Durante esse tempo há eventos totalmente comuns e esperados, como a troca de presentes, a reunião com as pessoas mais próximas, as viagens para o reencontro de entes queridos que não se veem a bastante tempo, os típicos e deliciosos pratos dessa época – que fazem muitas dietas caírem por terra - entretanto, ressalto o consumo exacerbado neste período e, além disso, o encanto dessa época já não mais prevalece. As propagandas nos levam a pensar que precisamos acumular, ter, comprar sempre mais para sermos felizes, mais valorizados. Este encanto seria a comemoração sadia, sem muitos exageros, seria o estar junto com quem se ama, quem lhe faz bem. O-consumismo-e-o-Natal.jpg Atualmente, as famosas cartinhas de Natal entre as crianças, trazem listas sem fim dos últimos lançamentos de brinquedos anunciados incessantemente pela publicidade na TV – que convida nossos filhos a um consumo exagerado. Além dos brinquedos, o que me impressiona são os crescentes pedidos ao Papai Noel por tablets, smartphones modernos, mais completos e mais atualizados que a versão anterior; o consumo tecnológico não há mais limites entre as vontades de crianças e adultos, infelizmente. consumo.jpg

A conquista do TER em nossa sociedade está sendo mais almejada do que o SER; ser uma pessoa amável; ser perdoado pelos erros cometidos durante todo ano; ser querido pelo próximo; ser verdadeiramente feliz. Assim, ter o carro mais chique, o computador mais moderno, o celular mais completo, parecem dar a ilusão de que somos mais importantes que os outros. Muitos vão atrás desse sonho consumista. Tornam-se vítimas fáceis daqueles que oferecem, de forma enganosa, oportunidades “boas”. Não raro, as pessoas caem nessa armadilha.

mafalda.jpg A maioria das pessoas tem colocado as preocupações da vida, principalmente nessa época, na obtenção de bens de consumo supérfluos, com a intenção de preencherem a uma falta interna de um sossego que a sociedade nos impede a curtir durante o ano todo. Acredito que há uma luz no fim do túnel quando vejo a poesia das crianças que conseguem, se bem conduzidas por um adulto, endereçar como pedido de Natal nas suas cartinhas coisas como paz, amor, alegria – e isso é visto nas escolas, principalmente as públicas. Chegar nesse ponto, no entanto, requer diálogo entre adultos e crianças já que, sem dúvida, o mais fácil é mesmo listar os últimos lançamentos de brinquedos. Contudo, não nego que apenas as crianças sejam as piores vítimas desse tempo, mas todos nós, a partir do momento que vivemos em uma sociedade capitalista.

Captura-de-Tela-2014-04-23-às-00.00.40.png Sendo uma tarefa difícil para tornarmos essa luz no fim do túnel uma realidade para todos, um dos pontos mais importantes que deve acontecer, é fazer um Natal mais humano e menos materialista. Essa é uma tarefa difícil nos dias de hoje, onde o consumismo impera entre adultos e crianças e os bens materiais nos servem não somente como ingressos sociais, mas como uma forma de demonstração de afeto, sim pois muitos – principalmente os pais muito ocupados, que trabalham muitas horas por dia – acreditam que o dar um presente material é mais importante que o estar presente.

O meu desejo de Natal desse ano, é que a essência natalina, que o amor estejam enfeitados em todos os lares, em todas as árvores, em todos presentes, para todas as pessoas, que esse meu ponto de vista, descrito aqui, possa ser pensado criticamente e que nosso Natal possa ser lembrado e festejado com muitas felicidades. Desejo que, nesse Natal, as famílias consigam repensar a forma como lidamos com o consumo, para que nossas crianças possam listar desejos mais significativos ao querido Papai Noel... Esses são os meus mais sinceros votos para todos.


Tamires Serafim

Fico insegura quando termino de escrever, quando publico algo, mas em contrapartida, estou sempre na torcida de que possam me entender. .
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