bem vindo a hogwarts

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Tamires Serafim

Fico insegura quando termino de escrever, quando publico algo, mas em contrapartida, estou sempre na torcida de que possam me entender.

E agora, o que fazemos?

Ser socialmente aceito por nossas ações nem sempre é uma coisa fácil. Será que damos conta de sermos assim cobrados, vigiados, argumentados até por nós mesmos, inconscientemente, sempre?


Sempre me pego pensando de como esta sociedade é cheia de padrões e julgamentos, de como as pessoas insistem em endireitar tudo e todos, de como somos regidos de regras, limites, vontades que não serão nunca realizadas, satisfeitas porque simplesmente não podem ser assim. E nesse imenso contexto que estou inserida, que todos nós estamos, me sinto um ser quase que totalmente fora do esperado pra minha idade, gênero, não que seja uma revolucionária, apenas sinto e vejo muitas cobranças no mundo desnecessárias.

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É comum ouvir “eu não esperava isso de você”, “isso não é certo”, “isso não é coisa de se fazer para uma menina, para sua idade, para um profissional”, “isso não pode”, “é proibido” ou “fere os costumes” ... blá blá blá!! São tantas coisas esperadas, ditas como certas em nossa vida, que será que realmente queremos isso ou damos conta de ser assim?

Outra coisa que fico pensativa, é o casamento – que fique claro, que minha intenção não é debater nenhuma religião, crença e mitos, estou apenas relatando minha opinião, meu ponto de vista sem discriminação ou preconceito – no sentido de que devemos nos relacionar com uma mesma pessoa, às vezes sem amor, por conta de um vínculo reconhecido governamental, religioso ou socialmente aceito, que pressupõe uma relação mais íntima entre duas pessoas com uma visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual, como se tudo isso não pudesse acontecer sem o casamento.

É necessária a ilusão de que esse é o certo a si fazer. Não podemos nos apaixonar, gostar, amar outra pessoa porque depois do casamento, temos que nos tornar cegos, temos que fingir que não sentimos, pensamos e nem desejamos outro alguém, pois quando chegarmos em casa, teremos um companheiro nos esperando e é dele que “devo” a minha alegria, o meu prazer...

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Enfim, por vezes, quem enfrenta esses limites, quem tenta ser feliz do jeito que realmente gostaria, é visto como um marginal, que está às margens do que é socialmente aceitável. Temos que aceitar todo o esperado a nós e sermos felizes assim, esconder por debaixo do tapete o que queremos. Mas gosto da letra da música:

Deixa que digam Que pensem, que falem Deixa isso pra lá Vem pra cá O que é que tem? Não tô fazendo nada Você também Faz mal bater um papo Assim gostoso com alguém? (Deixa Isso Pra Lá - Lulu Santos)

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Já dizia Bukowski - “Não sou esnobe…Eu simplesmente não estou interessado no que a maioria das pessoas tem pra dizer, ou no que elas desejam fazer - principalmente com o meu tempo.”- por falta de interesse, de adaptação nesse tipo de vida que muitas pessoas levam (tudo certinho, socialmente aceito), outras se “atrevem” - que me incluo - a serem diferentes, a serem humanos demais correndo atrás do que lhe fazem bem. Atrevem-se a um estilo inconformado, sonhador, alimentados por vontade de mudanças e totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade, porque é dessa forma que acreditam que vale a pena lutar pela vida.

Acredito que esconder o que há de mais humano em nós, seja um ato que deve ser repensado se realmente vale a pena, afinal, quase sempre somos apenas o que há de melhor, o que não dá pra evitar e nem escolher, e aí, o que fazemos agora quando não se pode mais evitar uma vontade latente que deve ser manifestada de forma aceitável?


Tamires Serafim

Fico insegura quando termino de escrever, quando publico algo, mas em contrapartida, estou sempre na torcida de que possam me entender. .
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