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Estante de livros e filmes

Lorena Avlis

"Bibliocinéfila" por natureza, é também observadora do comportamento humano e colecionadora de pensamentos. Adora o universo dos livros, filmes e vice-versa.

A ficção científica lado a lado com a realidade

Escritores e cineastas tentaram reproduzir o futuro em seus trabalhos, pois sabiam que algum dia o planeta seria dominado por máquinas. Até que ponto as tecnologias chegarão? Você nunca se perguntou isso? Confira uma breve reflexão sobre a velocidade com que a ficção científica alcançou o mundo real.



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Cena do filme Minority Report (2002), dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise

Tecnologias absurdamente modernas provocaram mudanças gigantescas na maneira que nos relacionamos com o outro. Indiscutivelmente todos os avanços foram necessários e extremamente importantes para a humanidade. No passado muitos tentaram imaginar os progressos tecnológicos que surgiriam, assim como seus efeitos para a sociedade, no entanto o cenário atual ultrapassou todas as expectativas previstas, inclusive com uma velocidade incrível e realmente digna de ficção científica.

O exemplo mais recente das representações futuristas nas telas de cinema é o filme Ela (Her, 2013), responsável por levantar questionamentos curiosos acerca dessa temática, ao narrar a historia de amor entre um homem (Theodore) e um sistema operacional (Samantha). Sabemos que em um futuro não muito distante, a tecnologia apresentada na ficção mais uma vez poderá se tornar real, sendo assim ganharemos um amigo virtual personalizado e "encarnado" pelos nossos próprios computadores.

Nós mudamos a maneira de enxergar o mundo e o modo que nos relacionamos com ele. Essas transformações refletem em nosso comportamento, adquirimos um novo estilo de vida através do meio virtual, e junto com ele a possibilidade de sermos outras pessoas. Afinal, nos sentimos protegidos nesse universo online, escondidos atrás do touch screen de nossos computadores, notebooks, netbooks, smartphones, tablets, ultrabooks, “sei-lá-mais-o-quê” ... o fato é que poucos resistem a esses “encantos”.

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Houve um espaço de tempo relativamente curto para nos acostumarmos com um nível de conteúdo quase infinito, praticamente fomos e somos obrigados a isso. Milhares de informações são “despejadas” em nossas cabeças diariamente, nem sempre somos capazes de filtrar o que realmente nos interessa e claro que isso não é saudável.

Ser analfabeto digital é quase um pecado hoje em dia. No âmbito escolar os trabalhos manuscritos e pesquisados em livros quase não existem mais. As exigências profissionais também são outras e o conhecimento básico do computador já não é um diferencial, é preciso ter conhecimentos avançados para obter algum destaque. Por fim, a maioria de nós, consumidores, não mais se satisfaz com simples celulares e deseja smartphones de última geração para estar sempre conectados.

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É assustador olhar para trás, observar a quantidade de tecnologias deixadas de lado em prol de outras mais inovadoras, e recordar o frenesi que causaram na época em que foram lançadas. Quando eu era criança e assistia filmes que retratavam o futuro, não acreditava que estaria viva para presenciar nada disso, ou até mesmo duvidava da capacidade científica... agora, admito que tenho é medo do que pode vir por aí.

Lorena Avlis

"Bibliocinéfila" por natureza, é também observadora do comportamento humano e colecionadora de pensamentos. Adora o universo dos livros, filmes e vice-versa..
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