Valéria Scavone

Paulistana e albatroz por consequência. Minha paixão é por 'algos': o improvável, a essência, a unidade, a troca, o diálogo, o existencialismo e a arte, que, sentida e, não necessariamente entendida, transpõe cada um destes algos. Um ser que não está na vida à passeio.

Arqueólogos descobrem a dissecação humana mais antiga e preservada

A recente descoberta de uma cabeça dissecada e bem preservada data dos anos 1200 e prova que a idade média não era tão limitada.


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Um bocado assustador, mas esta cabeça mumificada foi um projeto de ciência medieval de dissecação que não foi simplesmente feito para ser esquecido, visto seu estado muito bem preservado. Os cientistas acreditam que esta cabeça foi usada para uma educação médica contínua.

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"Quem preservou a cabeça sabia o que estava fazendo. As veias e artérias foram preenchidas com cera de abelha, cal e mercúrio cinábrio - compostos que preservam o corpo. A preparação da amostra é surpreendentemente avançada. A data verificada por radiocarbono coloca a idade do corpo na era medieval, uma época considerada anti-científica na Europa. A tal da Idade das Trevas". - disse o pesquisador Philippe Charlier, médico e cientista forense do Hospital Universitário R. Poincaré, na França.

E completa: "É o estado-da-arte. O preparador não fez apenas uma vez. Para ser tão bom nisso, certamente ele fez a dissecação várias vezes." A identidade do homem não é conhecida. Os pesquisadores sugerem que ele poderia ter sido um prisioneiro, uma pessoa institucionalizada, ou talvez um mendigo cujo corpo nunca foi reivindicado.

A espécie está em mãos privadas e será levado para o museu parisiense da História da Medicina.

Crédito das fotos: Archives of Medical Science

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