
Grupo Catopê - Milho Verde, MG
É uma arte que se aprecia por uma confusão de sensações. É um desejo de fazer durar a cultura, de prolonga-la durantes as gerações. A própria ideia de quilombo esta se modificando, ganhando novas significações. Mas a modernidade pouco ou nada se importa com cultura, o grito dos quilombolas vai perdendo o sentido.

Não é uma arte bem acabada, nada “tecnológica”, não tem seu espaço na mídia como as formas de expressões moderninhas; o seu linguajar, o vissungo, não tem divulgação nas escolas – existem hoje, no Brasil, não muito mais que duas pessoas que o conheçam.
Os quilombolas possuem uma forma de codificação que não compreendemos, eles desvendam o mundo com outros símbolos. Ouvi dizer que o “monstro” da sociedade é muito grande, que ele consome qualquer coisa que lhe barrar a passagem. E disseram também que ele destruirá os quilombos, os índios, e tudo que quiser, ao seu interesse. Mas não sabem que a imagem que lhes aparece é apenas a sombra de algo bem pequeno.
Esta modernidade, o capitalismo, incute nos indivíduos a ideia de que eles não podem vencer nunca, que são meros objetos deste jogo. E a maioria acredita nisso. Mas alguns resistem, não se entregam. E é neles que a cultura faz abrigo.

Movimento quilombola - conflito com a Marinha
Pois os quilombolas não possuem uma cultura de subsistência como muito se fala, mas sim de resistência. São homens e mulheres que mantêm vivo o seu grito, sua arte, sua história; pessoas que não temem a batalha.
E é na dança e na música que eles se comunicam com o restante do povo, pois a arte se faz língua universal, espalhando-se pelos quatro cantos deste mundo, levando o seus sonhos.
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