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Lego® na arquitetura: algo sobre o histórico à contemporaneidade.

A pré-fabricação na arquitetura residencial foi comumente rotulada de feia e monótona, porém hoje está em evidência. O sistema construtivo está relacionado a um estilo de vida responsável e integrado com a natureza. Criada para resolver problemas emergenciais, teve status elevado no período moderno, quando grandes arquitetos exploraram sua estética com resultados memoráveis. Atualmente, o MoMA (Museu de Arte Moderna) em Nova York expôs projetos inovadores como exemplos filosóficos para futuras residências e por fim, como exemplo de arte na arquitetura.


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A pré-fabricação na arquitetura residencial foi utilizada largamente na história após grandes guerras e desastres naturais, como medida de construção emergencial e rápida. Comumente rotulada de padrão, feia e monótona, hoje a arquitetura residencial pré-fabricada está em evidência, acompanhada de soluções criativas e exclusivas. Não apenas isso, responde aos anseios sociais para uma arquitetura mais responsável e sustentável. Por ser de montagem rápida, controlada e de baixa produção de lixo, profissionais no mundo todo apontam a pré-fabricação como resposta à demandas sociais e problemas gerados pelas construções.

Firstlivinghome A primeira livinghome, 2006 montada no terreno em apenas 8 horas.

Esse jeito prático de construir teve inicio por volta do século XVII. Desde então houve uma série momentos em que os sistemas pré-fabricados estavam em evidência. Na Califórnia, no início do século XIX, havia uma grande demanda habitacional para as novas colônias e houve um grande desenvolvimento tecnológico. Nas fases dos pós-guerras e no período moderno, grandes arquitetos e engenheiros modernistas como Le Corbusier, Jean Prouvé, Buckminster Fuller, Richard Roger, Walter Gropius, entre outros, exploraram a estética proporcionada pelos sistemas pré-fabricados com resultados memoráveis.

03.jpgCasa Zip-Up, Richard Roger, 1969. 04.jpg Casa Wichita, Buckminster Fuller, 1949. 05.png Maison Tropicale, Jean Prouvé, 1949.

Há crescente produção de casas pré-fabricadas, em diversas escalas, de mini-casas à casas de luxo, estão relacionadas a um estilo de vida responsável e integrado com a natureza. Contrário às utópicas megaconstruções “sustentáveis” publicadas na TV, as discretas, porém não menos interessantes, casas pré-fabricadas encaixam-se na filosofia da Navalha de Ockham: “soluções simples são às vezes iguais e geralmente melhores que as complexas”, ou “pluralidade não é necessária onde não se carece”, e no célebre conceito do Arquiteto Mies Van der Rohe: “Menos é mais”.

06.jpg Micro Compact House, projetada para estudantes, 2001. 07.jpg Interior da Micro Compact House.

Em julho de 2008, o MoMA (Museu de Arte Moderna) em Nova York apresentou a exposição intitulada “Home delivery: fabricating the modern dwelling” (em português: entrega a domicílio: fabricando uma morada/moradia moderna). O Museu expôs projetos inovadores de baixo impacto ambiental. As edificações foram montadas em poucos dias na Fifty-fourth Street e apresentados como exemplos filosóficos para futuras residências e por fim, como exemplo de arte na arquitetura.

08.jpg Cellophane house exposta no MOMA de Nova Iorque, 2008. 09.jpgInterior da Cellophane House, 2008.

A industrialização na arquitetura é irreversível mundialmente. Considerando o contexto brasileiro, há várias oportunidades para reduzir qualquer defasagem. Inicialmente, há todo um esforço de instituições para promover o setor, pois mais da metade do lixo das cidades é gerado nas construções, que desperdiçam matérias primas e energia. Mas o aspecto mais importante da difusão de projetos pré-fabricados nacionalmente é a popularização do design de qualidade, que integra os processos construtivos, reuso e reciclagem, proporcionando qualidade de vida, sempre com menor impacto. Precisamos superar estigmas, como a associação desse tipo de arquitetura como os famigerados galpões de estrutura pré-fabricada de concreto.

Antes acusada de limitar a criatividade, está mais que comprovado ser possível pré-fabricar com racionalidade, criatividade, graça, beleza e individualidade, assim como às infinitas possibilidades de combinações modulares dos brinquedos Lego®. Experimente!

10.jpgZerohouse, 2005. 11.jpg Interior da Zerohouse, 2005.


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