café não te deixa mais cult

Sabe o que há entre uma xícara de café e outra? Literatura, fotografia, cinema, música... Arte.

Marcelo Vinicius

“Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos” (Ansel Adams).

Nova doença ataca viajantes por todo o mundo e contamina o cinema

O que é ser um mochileiro? Eu não tenho um pai rico para bancar minhas viagens, e agora? O mochileiro Gabriel Moreira responderá a tudo isso e dará dicas, além de você reviver filmes com esse tema. Mas, vá se preparando: 'quando você se vê sozinho em um lugar desconhecido você se encontra, conhece a si mesmo e prova o quanto é capaz de se virar para seguir em frente. Quando você se depara com uma cultura diferente da sua você testa sua tolerância, o quanto você se indigna ou admira é um termômetro que indica o grau de sua compreensão, é importante entender que o que é comum para você é muito estranho para outros povos, você não é um exemplo de como ser correto', disse Gabriel Moreira.


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Uma nova doença foi descoberta nesse começo de 2014. Trata-se de um vírus degenerativo, causado por um mosquito que ataca as pessoas que saem pelo mundo com suas mochilas, achando que a vida é uma brincadeira. O que acontece é que depois que uma pessoa se atreve a fazer seu primeiro mochilão, inevitavelmente é picada por esse mosquito chamado “Viajeviva”.

Uma vez que a doença é contraída, corpo e espirito se degeneram rapidamente, e a única maneira de sobreviver, é viajando pelo mundo. Além de sobreviver, as viagens fazem com que a pessoa se torne cada vez mais jovem, física e espiritualmente. No início da doença, pequenas viagens são suficientes para a sobrevivência, mas com o agravamento, se torna necessário cruzar estados, países e até continentes. Em casos mais extremos, o paciente pode sentir alucinações tão fortes, que chega a ter contato com coisas que não se pode ver, o que lhe causa sensações de extremo prazer.

Outra grande consequência, é uma sensação chamada "felicidade". As pessoas "saudáveis", que levam uma vida estável, normalmente conseguem esquivar-se desse sentimento, já que seu tempo utilizado para trabalhar, juntar dinheiro e consumir, não sobra muito tempo para senti-lo. Um dos piores problemas da doença é que a felicidade é inevitável e não tem fim, já que o doente passa todo o tempo pensando sobre a vida, conhecendo o que existe dentro de si e entrando em contato com essas estranhas coisas que não se pode ver, mas eles insistem em dizer que sim, que existem…

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Eu, como portador da doença desde o verão de 2000, busco prevenir a população sobre a enfermidade e suas consequências. Mas, se ainda assim desejarem se arriscar, eu posso indicar alguns pontos onde o mosquito ataca com maior ferocidade!

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Obs.: Esse texto foi publicado no Vagabundo Profissional. Foi baseado no texto do Beto Ambrosio, cicloviajante e fotógrafo que está realizando o tour Vestígios de Aventura, projeto mantido pelo empresário Tadeu Lockermann, com apoio do Rotary Distrito 4540 e do Instituto DBike. O projeto consiste em uma viagem de bicicleta percorrendo 17 países da América Latina nos próximos dois anos e meio. Acompanhe a viagem do Beto no Facebook e no blog Vestígios de Aventura.

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Textos assim nos faz lembrar de filmes inspirados em livros e também na vida real, como Pé na estrada e Na Natureza Selvagem. Filmes que mostram indivíduos com um destino em sua mente, cruzando o continente e as vidas de muitas pessoas.

Sobre o filme 'Pé na Estrada':

Se você usa ou já usou Jeans e cabelo comprido, se já pensou ou viajou pelo mundo sem compromisso, se ama a liberdade e desconfia do sistema, então você é filho dessa história real passada na América dos anos 50 chamada Pé na Estrada.

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Pulsando com os ritmos do jazz, do sexo, das drogas e da busca pelo desconhecido, Pé na Estrada ou somente Na Estrada, finalmente levada ao cinema pelo diretor Walter Salles, conta a história de um escritor aspirante de 18 anos de idade chamado Sal Paradise (Sam Riley), cuja vida é energizada e, finalmente, redefinida pela chegada de Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um espírito livre, destemido, que passou boa parte de sua vida dentro e fora da cadeia. Entre eles, uma paixão: uma garota precoce e libertária de 16 anos chamada Marylou (Kristen Stewart).

Juntos, Sal e Dean atravessam a América em busca de diversão de alta voltagem, inspiração e da última fronteira do país. Ao longo da jornada eles transcendem todas as barreiras sociais e geográficas em sua busca da derradeira experiência de transcendência física e sensorial.

Trailer:

Sobre o filme 'Na Natureza Selvagem':

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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Trailer:

E para as pessoas que perguntam: "eu não tenho um pai rico para bancar minhas viagens, e agora?", há uma resposta, segundo Gabriel: "a pessoa que não viaja por não ter um pai rico não está preparada para viajar por aí. Este tipo de pessoa é a que mais necessita reciclar a alma, fortalecer a mente tomando a vitamina da estrada, porém não pode tomar uma alta dose de viagens longas e distantes porque não fará grandes proveitos de sua jornada".

A dica é: viajar é um exercício que exige prática, a princípio o viajante deve conhecer os próprios costumes, entender da raiz do seu povo, ver na sua cidade os costumes antigos que as vezes passam desapercebidos. O mochileiro precisa fazer turismo no seu próprio bairro, olhar nos olhos do seu próprio povo e assim que ele passar a valorizar sua própria sociedade ele estará pronto pra dominar as trilhas do resto do mundo. Quando este souber do valor de um sofá amigo, de um banho gelado, de 12 centavos, de uma fruta no pé, de um banho de chuva, de uma carona em um caminhão sujo e de uma sombra de árvore, aí sim ele vai entender que dinheiro de pai não leva ninguém a lugar nenhum, na verdade só segura a pessoa em um mesmo mundinho.

Concluindo com o Gabriel, viajar de mochila não é só diversão, não é só prazer e conforto, não é luxo e nem ostentação para que você possa postar no instagram. Viajar de mochila é um retiro interno, é um momento de autoconhecimento e para muitos é uma colheita de inspirações para projetos futuros.

Fonte: Vagabundo Profissional com adaptações.


Marcelo Vinicius

“Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos” (Ansel Adams)..
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