calango neptuniano

Breve análise sobre as patavinas psicossomáticas

Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!

Sobre minha sonoridade erótica

Observação de quando a música erudita clamou a virilidade.


Teria eu até que tomar como ofensa a minha ínfima ciência sobre música erudita e sobre as observações que simploriamente farei, nenhuma delas envolve critérios e termos específicos sobre as belezas distinguíveis pelos mais afeiçoados com a esfera da música clássica. Longe disso. Minhas observâncias breves se limitarão no lado humanamente possível das observâncias (ou a tentativa do dito), a de um gajo qualquer que, confesso, pararia para vê-las não somente pela boa música.

Duas que, como se não se satisfizessem em seus talentos sofisticadamente peculiares, resolveram-se unir em uma só interpretação que vai além da sonoridade, atravessa a exuberância de suas belezas, tornando incompleta qualquer demonstração daquele ato que se limite apenas à audição.

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Sinto dizer, caros leitores de ouvidos absolutos, que Chopin me pareceu bem mais viril quando interpretado por ela, a louríssima, Valentina Lisitsa. Nada mais me faz acreditar que um homem será capaz de suplantá-la. Já Hilary Hahn invocou-me um ar docemente sádico com Paganini à ponta dos dedos.

Em princípio, conheci-as individualmente, apaixonei-me e até sonhei com Lisitsa. Para depois gozar de ambas fazendo-me de louco, excepcionalmente, num único som.


Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!.
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