calango neptuniano

Breve análise sobre as patavinas psicossomáticas

Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!

Ten Minutes Older: duas obras, quinze mestres, um tema

Sobre os mestres do tempo, o tempo e os que nem o conhecem.


A fotografia, a imagem e o estático. O filme, a imagem e o dinamismo do tempo. Sem mais delongas sobre as divergências entre fotografia e cinema, consideremos que o passo excepcional dado pelo cineasta é justamente fazer as núpcias de imagem e tempo. Se o mármore está para o escultor, o instante está para o diretor cinematográfico.

Poucas outras películas foram tão (tão, tão...) bem pensadas quanto este projeto ao dispor aos nossos humildes sentidos quinze (eu disse quinze) dos melhores diretores do cinema contemporâneo - que estão vivos, evidentemente - para dirigirem dois suntuosos espetáculos sobre o que melhor sabem fazer: cozinhar nosso prazer com som e imagem. "Mas isso concerne a todo tipo de filmagem", seria dito, claro, porém, nunca tão problematizada fora uma película quando o assunto em questão é o tempo. Seria então uma metalinguagem a tratar da capsula temporal da filmologia? Não! Seria, digamos, poetas velejadores declamando o vento.

Senhoras e senhores, Ten Minutes Older foi um projeto composto por dois conjuntos de filmes: The Cello e The Trompet, sendo o primeiro dirigido pelos "nada-mais-nada-menos" Karismäki, Herzog, Wim Wenders, Spike Lee, Chen Kaige, Victor Erice, Jarmusch e o segundo por Bertolucci, Figgis, Menzel, Szabó, Denis, Schlöndorff, Michael Redford e Godard. Cada um deles abusa de dez minutos de divagações temporais.

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O tempo. A princípio, poderia até considerar uma coletânea multicultural e multilinguística, com uma trilha sonora terrífica, tratando deste único tema, mas Herzog encontra uma aldeia, um lugarejo na Floresta Amazônica, onde os nativos não tem a menor ciência do que é o tempo. Aqui, finalizo meus comentários.


Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!.
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