calango neptuniano

Breve análise sobre as patavinas psicossomáticas

Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!

sobre o luto da pureza

Tua boca em formato profundamente confuso.


Olhar-te-ei setenta e sete vezes antes de traçar teus lábios sobre os meus sonhos. Pudicos, não tratam de lhe descrever a ofensa que seria tratar-lhe por tolas lembranças, sobre o vago do pensamento. Creio, contudo, que setenta e sete vezes será o bocado da suficiência.

O mundo, esparso, escorreu-me como cataratas que gravitam sobre um meu epicentro, núcleo, coronomagnetismo; e os jequitibás, bem florescem, para logo padecerem… a brisa… Se eu for gigante, que penduricalhem uma coroa de jequitibás e seus Outonos, todos sobre meu caixão!

Por que desço do céu tal como a juventude do Sol, e errante? E por que venho tal como dez pedras no peito, secas como a piedade? Por que o perdão para os homens que contam os dedos?

Não corre mais. Mas ame os pêssegos. Tuas falanges não são mais estrelas. Mas volte aos céus, não clareia mais este chão…

Pois não há este fim assim correr.

A menos que…

setenta e sete vezes,

teus olhos sem cor de tinta,

tua boca em formato

profundamente confuso,

harmonizem minha cegueira.

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Gabriel Bortolot Ferreira

Eu sou o tropeço da eternidade, a asfixia do tempo, o feijão do cosmo, o calibre 7.62 na testa de minha modéstia!.
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