Ana Carolina Garcia

Vivo entre a ponta da caneta e o papel, entre o clique no teclado e a história que desabrocha na tela. Apaixonada incondicionalmente por séries, Los Hermanos e filmes do Woody Allen. Acredito que tudo fica melhor ao som de uma música e com um bom livro a tiracolo. Escrevo para o blog A razão de toda pressa e o site Engramas.

Transgrida, enloucresça!

Sobre romper com o preestabelecido e buscar o que realmente nos faz feliz. Às vezes a vida sorri para gente e aonde vemos um beco sem saída temos uma porta, temos a possibilidade de recomeçar, de se reinventar, de criar algo novo.


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O dia a dia é algo muito complicado. As coisas acontecem em seu próprio ritmo, as horas voam, nos encontramos sem tempo, presos a nossa rotina diária de tarefas e afazeres domésticos. Em meio a esse turbilhão de acontecimentos, por vezes, nós perdemos de vista o que é importante. Afinal, o que realmente importa nas nossas vidas? O que nos move? O que alimenta a nossa alma?

Fazer o que nos inspira, ter aquele emprego que não seria trabalho, mas sim prazer é o que buscamos. Almejamos encontrar no mundo aquele espaço que é destinado para nós, que nos pertence e que nos sentiremos finalmente realizados. Utopia? Não, pois fazer o que se ama tem um preço alto a ser pago! O empurrão, o combustível que nos falta é apenas nos soltarmos. Abrirmos mão de tudo o que nos faz mal, nos prejudica e nos subestima. Pois, nos encontramos subjugados a valores morais e éticos que apenas nos aprisionam a alma e nos paralisam diante da realização dos nossos sonhos.

Ou seja, nossa lacuna reside em trabalhar o desprendimento, é ter coragem para abrir mão de tudo isso, todo esse barulho que só nos confunde, só nos violenta, de pessoas críticas e julgadoras que nunca tiveram coragem de fazer algo por elas mesmas, nunca romperam com nada, nunca criaram nada novo, nunca realizaram nada que já não houvesse sido feito. São essas pessoas que devemos ouvir e levar em consideração?

Isso não é justo com você, comigo e nem com ninguém! Nós jovens que estamos iniciando e temos um gás inovador e uma vontade hercúlea de mudar o mundo, chutar o balde, romper com paradigmas, com o preestabelecido. Afinal, somos a famosa geração Y, termo criado para definir a mudança de visão e postura em relação ao trabalho, faculdade e relações pessoais. Diferentemente da visão mais conservadora, digamos assim, dos nossos pais, então chamados geração X.

Isso tudo são termos para definir e mapear um movimento muito natural e gradual que é a mudança. O ato de transformar-se é um ingrediente extremamente importante, necessário para o futuro da humanidade e imperioso para que o mundo caminhe e continue girando em sua órbita gravitacional rumo à evolução. Revolta, infantilidade, anarquismo? Nenhuma das anteriores, pois não há nada mais retrógrado e conservador do que querer segurar o tempo com a mão, querer voltar os ponteiros para trás, segurar uma ampulheta contra as mãos impedindo que a areia caia e siga seu fluxo natural.

Não há como parar o progresso, o avanço, as novas ideias, essa nova visão tão vibrante de mundo. Então, me desculpem os conservadores, os críticos, os preconceituosos, mas a transgressão como fator de mudança, reinvenção e recomeço é fundamental.

E é ela a responsável por estarmos onde estamos, pois a nossa capacidade de adaptação existe desde que o mundo é mundo, pois nunca evoluiríamos como seres humanos, se não fosse a nossa intuição, senso crítico, instinto, independente como você o chame. Somos camaleões, produtos do nosso meio, porém devemos resistir para não sermos levados pela corrente, senão correremos o risco de sermos infelizes devido ao nosso comodismo e estagnação.


Ana Carolina Garcia

Vivo entre a ponta da caneta e o papel, entre o clique no teclado e a história que desabrocha na tela. Apaixonada incondicionalmente por séries, Los Hermanos e filmes do Woody Allen. Acredito que tudo fica melhor ao som de uma música e com um bom livro a tiracolo. Escrevo para o blog A razão de toda pressa e o site Engramas..
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