casa da finaflor

Uma linha de pensamentos transformados em textos jornalísticos, culturais, literários e poéticos.

Andressa C. Monteiro

Por uma política menos #mimimi e mais #colaborativa

Respeitar as diferenças de quem não pensa como nós e vive outras realidades, assim como a priorização da educação e da cultura para sabermos cada vez mais sobre política, nos tornará menos egoístas e nos trará mais consciência em quem iremos votar nas próximas eleições.


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Que tal se concentrar menos em esmiuçar o que partido X ou Y fez no passado? Nós teremos quatro anos para analisar e definir se o governo atual deve continuar ou não no país. Mas, esse resultado final, só poderá ser produzido por meio de uma observação GERAL no panorama de melhorias, estagnações e déficits do Brasil: em todas as áreas e prioridades que a nossa nação têm e pede.

Que tal se focar em procurar e compartilhar no seu meio comum alternativas não apenas políticas e econômicas, mas educacionais, ambientais, sociológicas, culturais e científicas para melhorar o país? E quanto aos protestos organizados e com foco, mantendo um diálogo entre Estado e manifestantes, diminuindo os medos e as paranóias (como teorias da conspiração, ditadura e totalitarismo) das pessoas sobre as incertezas do futuro? Para Paul Valéry, "a política baseia-se na indiferença da maioria dos interessados, sem a qual não há política possível".

Portanto, o seu interesse por mudanças será muito mais efetivo e produtivo ao país, do que o seu olhar obsessivo e indignado a um passado que não irá mais voltar ou melhorar. Comece a construir uma política cultural mais plena, ampla, coerente e estável. Desconstrua a ideia de que a vitória ao discutir passionalismos partidários em redes sociais é a solução dos nossos problemas. Estimule valores de cobrança aos governantes que você elegeu.

Provavelmente, você terá muito mais estímulo e otimismo pra manter o seu interesse político durante esses quatro anos, se tiver em mente que sentimentos de culpa, remorso, julgamento e repressão só trarão mais discussões desnecessárias e minarão possibilidades de união. Divisão não gera comoção. Já um olhar direcionado ao que deve ser mudado, ou pelo menos discutido, sim. Quem sabe poderemos mudar planos infáliveis propostos pelo governo por outros mais reais e concretos.

Abertura ao diálogo e a constante cobrança de promessas e projetos feitos durante a eleição: nós devemos exigir isso do governo Dilma. A energia e a disposição vistas no primeiro e no segundo turno devem continuar durante os próximos anos. Tanto da oposição, quanto de quem votou nela.

Se nós tentarmos evitar ao máximo pensamentos pessimistas, generalistas, preconceituosos, maniqueístas e tivermos paciência, vigilância e esperança, perceberemos que a política é mais do que um oba oba temporário, apenas discutido com fervor, cobrança e exaltação quando há troca de presidentes, ou um "jogo" simplista e reducionista do "bem contra o mal/ pobre contra rico/ burro contra inteligente/ gays contra héteros/ economia contra políticas sociais/ comunistas contra coxinhas/ petralhas contra reaças". Isso já será um progresso.

A compreensão e o respeito com as diferenças de quem não pensa como nós e vive outras realidades, assim como a priorização da educação e da cultura para entendermos, nos inserirmos e sabermos cada vez mais sobre política, nos tornará menos egoístas e nos trará mais consciência em quem votamos - teremos mais folêgo e maturidade para melhorar e não desistir do país em que vivemos, fugindo de achismos, imediatismos vazios e disputas de egos e de poder superficiais.


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