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Fotografia e Arte: além do ver para crer

Paula Geórgia Fernandes

Em algumas horas Arquiteta, e na maioria delas...Fotógrafa. E assim, vivemos essa metamorfose ambulante!

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    Todas as formas serão irmãs

    Beethoven nos deixa a lição de que o mundo está em constante mudança, em seu tempo e com ações que fogem ao nosso controle. Adaptar-nos com nossas ferramentas, sejam sensoriais ou extra-sensoriais, são chaves para que possamos driblar tais ações, construindo nosso próprio caminho, apesar de todas as incertezas que temos de futuro. Espalhar alegria e acreditar, é o que precisamos fazer, cada um na sua parte deste fragmento de um todo, neste agora, que é a vida.

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    A contemporaneidade e nossa caixinha da realidade

    "Em tempos de alter-egos e o autoreconhecimento de sí mesmo (a tal busca do quem sou, porque estou aqui, o que quero deixar para o mundo), nos resta achar esse ponto de mutação, onde paramos de procurar e começamos a agir, de acordo com a nossa essência. O mundo compartilhado que nos é contemporâneo acaba se traduzindo por intensas intersubjetividades, onde sujeitos partilham possibilidades de comunicação, coparticipam vivências, comutam idéias, intencionalidades, crenças."

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    A fotografia no limite da fotografia

    "Produzimos imagens com o celular carregando a possibilidade do clique a qualquer instante, guardando apontamentos imagéticos, sem planos prévios, mas que em conjunto, podem revelar histórias, paisagens, sentimentos, através desta linguagem universal e que tudo converge: A Fotografia."

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    Joel Peter Witkin - Fotografia da indiferença

    "A obra é o possível e o provável, nunca é o certo. A estética vem sempre primeiro; a obra de arte não apresenta a mensagem de um conhecimento, desenvolvido exteriormente a si, por imitação ou intuição, independentemente da vontade do artista (...) O que o artista fixa, não é o que ele viu ou apreendeu; é o que ele procura e o que ele quer revelar aos outros. (FRANCASTEL, 1998)

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    O Ser Autor

    "Pensar no contexto de romper com signos já pré-estabelecidos e buscar uma essência da imagem não somente informativa ou contemplativa, mas sim, num âmbito reflexivo, onde aquilo que vemos, nos olha da mesma maneira de modo a perceber gradativamente as entranhas do nosso “eu” que alí se identifica, porque algo nos toca internamente. Esse talvez seja o maior desafio quando o fotógrafo se torna um “autor”."