Cena e Sequência

No Universo do Cinema

Renata Jamus

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dias vazios


Tem um vazio absurdo no meu peito.

Quase escuto meus batimentos de partida.

Que covardia arrancar algo com tanta vida.

O que fazia sentido. O que dava jeito.

Não arranquemos nada.

Deixa ficar. Não existe medida para conserto.

Não desfaz o que é sólido.

Não acredite que está desfeito.

Aí, então, arranquemos.

O medo. Esse vilão silencioso, que espreita a felicidade.

Que massacra sem piedade.

Que nos rouba a ingenuidade.

Nesse instante em que não existimos.

Que os dias são cheios de nada.

Vamos encher o que está vazio.

Vamos receber, de novo, o nosso rio.


Renata Jamus

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