chrizoca

Expressando os sentimentos como exercício para a alma

Christiane Afondopulos

Psicóloga e Advogada, mas que acima de tudo ama escrever e se encontrar em meio às palavras.

HARMONIOSO DIÁLOGO

Desejamos tanto pelo fim dos nossos sofrimentos mas falhamos constantemente no modo como nos relacionamos, nos perdemos em nosso diálogo.


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“Milhões de pessoas estão sofrendo: elas querem ser amadas, mas não sabem como amar. E o amor não pode existir como um monólogo; trata-se de um diálogo, um diálogo muito harmonioso”.

A partir desse profundo pensamento, podemos observar aspectos importantes que precisam estar presentes na nossa vida cotidiana para que possamos sentir o amor e compartilhá-lo com aqueles que nos cercam. E este amor tem um sentido muito amplo, pois não envolve somente uma relação afetiva entre duas pessoas, mas também diz respeito a qualquer relação com o mundo e tudo o que existe nele.

Penso que a peça fundamental para isso é o diálogo, e este por sua vez só pode existir se houver um campo de harmonia.

Esta harmonia deve ser encontrada e vivenciada, em primeiro lugar, no interior de cada indivíduo, ou seja, estar em sintonia consigo mesmo. A partir daí, este indivíduo poderá ampliá-la para o campo externo e estabelecer um diálogo com os demais.

Isso é fundamental por conta do próprio princípio do diálogo, o qual exige um comprometimento real de estar presente e ser “atingido” pelo discurso do outro. O que ocorre, é que somente atinge o benefício do diálogo aquele que se dispõe a despir-se de qualquer julgamento e permite que a fala do outro atravesse seu campo interno e chegue ao seu coração.

Quando chega ao coração, este deve estar aberto a acolher o produto que veio de fora de modo a compreender o sentido daquilo para o outro. E é nesse momento que o diálogo se estabelece e ganha força, de forma verdadeira e harmoniosa, surge o interesse pelo outro, o amor.

Quando as pessoas vivenciam essa experiência tão benéfica, o sofrimento das situações vai se dissolvendo, pois elas descobrem que tudo pode ser compreendido e resolvido com esse harmonioso diálogo.

Para isso, basta que abandonemos nosso ego e aceitemos nossa condição de nada, ou seja, de não possuir nenhuma verdade dentro de nós e não agirmos como um monólogo. Nesse sentido, não há nenhuma massa, nenhum julgamento, só há amor.


Christiane Afondopulos

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