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Expressando os sentimentos como exercício para a alma

Christiane Afondopulos

Psicóloga e Advogada, mas que acima de tudo ama escrever e se encontrar em meio às palavras.

PEDIR AJUDA: VERGONHA OU CORAGEM?

Como enxergamos um pedido de ajuda e quais julgamentos fazemos a partir disso


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Assistindo "Papo de Segunda", tema: "você tem dificuldade de pedir ajuda?", muita reflexão!

Geralmente não nos damos conta de certas coisas, mas quando ouvimos alguém falar sobre o assunto surgem muitos pensamentos, alguns até esclarecedores.

Foi isso que aconteceu ao ouvir sobre esse tema, pois é algo que está presente na nossa vida o tempo todo, em diferentes situações, nas mais diversas relações interpessoais.

O fato é que algumas pessoas realmente tem dificuldade em pedir ajuda, seja para as simples coisas do dia a dia, ou diante de extrema necessidade.

Muitos enxergam esse comportamento como vergonhoso ou característico de um indivíduo incompetente ou aproveitador, o que está muito errado.

Acredito que é preciso muita coragem para admitir suas fraquezas e pedir ajuda, mostrar quem realmente você é, se abrir completamente e dizer o que está te perturbando. Trata-se de um ato nobre e sincero, que jamais deve ser relacionado com a vergonha ou incompetência.

Aquele que se vê diante de uma dificuldade e abre seu coração, revelando um momento de fragilidade e insegurança, confiando ao outro a oportunidade de lhe oferecer uma palavra ou gesto que tranquilize, sem qualquer interesse ou oportunismo, realmente é uma pessoa humilde e mais forte do que muitos que se escondem e se recusam a pedir qualquer tipo de ajuda.

Ser capaz de pedir ajuda é estar despido da prepotência e nunca se colocar num patamar superior. É enxergar no outro as qualidades e competências que lhe faltam naquele momento, sem medo de parecer imaturo ou inexperiente, com a simples intenção de aliviar suas dúvidas, angústias e limitações.

E dificuldades e limitações todos nós temos, em maior ou menor grau, não importa quais sejam. O que vale é o respeito ao próximo e o entendimento de que somos frágeis e que vez ou outra precisaremos de apoio, conselhos, de alguém que nos estenda a mão.

Portanto, não olhe para essas pessoas com dó ou com um sentimento de superioridade. Olhe para elas com admiração e reflita sobre seus próprios medos que o impedem de fazer o mesmo.


Christiane Afondopulos

Psicóloga e Advogada, mas que acima de tudo ama escrever e se encontrar em meio às palavras..
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