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Thomson Albuquerque

Cinéfilo e colecionador apaixonado pela arte da imagem em movimento. Diretor, roteirista e protagonista da sua própria vida.

As Aventuras de Pi

Ang Lee inova em seu primeiro filme em 3D e presenteia os espectadores com um dos filmes mais belos e filosóficos do ano, desde já um dos favoritos às indicações em várias categorias do Oscar 2013.


Ang Lee se destaca entre os atuais diretores por ter trabalhos bastante diversificados em seu curriculum, desde o belíssimo O tigre e o dragão (2000) e o aclamado O Segredo de Brokeback Mountain (2005) até o mediano Hulk (2003). Muito embora pareça difícil conseguir encontrar algum padrão na filmografia deste cineasta, é fato que o diretor taiwanês preza pelo tom poético em suas narrativas, conclusão esta consumada, entre tudo, por meio das belíssimas imagens capturadas em suas películas.

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Em seu novo trabalho, As Aventuras de PI (Life of Pi, 127 min,2012) a mescla do tom espiritual da obra homônima escrita pelo canadense Yann Martel (inspirada no livro Max e os Felinos do brasileiro Moacyr Scliar)com a direção competente de Ang Lee, presenteia o expectador com uma das melhores experiências cinematográficas deste ano. O roteiro narra as aventuras de Piscine Molitor Patel, ou simplesmente Pi, como se justificará (de forma divertida) ao longo do filme a sua razão de ser. O garoto é filho dos donos de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia, e em virtude de dificuldades financeiras os personagens decidem se mudar para o Canadá, viajando a bordo de um cargueiro que também transporta a grande maioria dos animais do zoo. Durante o percurso o navio naufraga e Pi consegue sobreviver em um barco salva-vidas, onde logo descobrirá que terá que dividir o espaço com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker, o qual vai aos poucos pondo fim à vida dos outros animais que estão ali.

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Enquanto fica à deriva, Pi inventa várias soluções criativas para conseguir sobreviver e estabelecer contato com Richard Parker (O tigre). A fotografia do filme e os seus efeitos especiais são soberbos e belos o suficiente para deixar o expectador boquiaberto. O roteiro e os atores também não deixam a desejar, apesar de não possuir nenhuma atuação magistral, deve-se destacar o trabalho do estreante Suraj Sharma (Pi) que contracena com o impressionante tigre criado digitalmente.

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Desta forma, Ang Lee se reafirma como um grande diretor de estórias contundentes, além é claro de esteta nato, cravando em cada frame belas imagens repletas de poesia e de bom gosto. Independente da crença do espectador, “As Aventuras de Pi” possui mensagens universais e lições filosóficas que podem trazer reflexões até para os mais céticos. Aos que ainda não assistiram, recomendo que deem preferência pelas cópias em 3D, esse padrão digital reforça os detalhes visuais da obra.

Confira o trailer do filme.


Thomson Albuquerque

Cinéfilo e colecionador apaixonado pela arte da imagem em movimento. Diretor, roteirista e protagonista da sua própria vida..
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