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Thomson Albuquerque

Cinéfilo e colecionador apaixonado pela arte da imagem em movimento. Diretor, roteirista e protagonista da sua própria vida.

O Hobbit: uma jornada "esperada"

Após praticamente dez anos, a Terra Média está de volta aos cinemas em uma manobra esperta para tentar lucrar cada vez mais em cima das obras de J.R.R. Tolkien.


Na indústria cinematográfica do século XXI a fórmula é bem simples: explore a matéria-prima da sua obra até o dia em que ela não der mais lucro, se possível faça uso do 3D, e não esqueça de logo após o título da franquia inserir um número (pra ajudar a entender que é uma continuação).

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Nesse contexto mercadológico surgem várias franquias lucrativas, como é o caso de “O Senhor dos Anéis” a trilogia filmada simultaneamente e que levou muitos espectadores aos cinemas nos anos de 2001 a 2003, e ainda hoje rende pomposos lucros aos detentores de seus direitos. Porém a obra de J.R.R. Tolkien ainda não tinha sido explorada em sua totalidade, a prequel “O Hobbit” ainda não havia sido adaptada para as telonas. Eis que surge em 2012 uma nova franquia inserida na já preexistente “O Senhor dos Anéis”, logo, a Terra Média será palco para mais três filmes, só que desta vez adaptados de apenas um livro (como assim?).Bem, se é válida, ou não, a desculpa de que isto trará uma maior fidelidade para a adaptação talvez os fãs possam responder.

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O que de fato se sobressai nesta incursão de Jackson é a novíssima técnica de filmagem em 48 frames por segundo (o padrão é de 24 fps) as imagens são mais realistas e cumuladas com o 3D produzem uma experiência incrível, mas que infelizmente não está ao alcance de todos, pois em virtude da estranheza causada pelo hiper-realismo das imagens, o estúdio optou por colocar em circulação duas versões do filme, uma no padrão de 24 quadros (disponível na grande maioria das salas de exibição) e outra utilizando os 48 quadros (distribuída de forma pontual para algumas redes de cinema).

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Pois bem, como tive acesso apenas à cópia padrão não poderei partilhar com vocês os detalhes do HFR 3D (High Frame Rate), mas quanto à trama em si muitas coisas devem ser pontuadas. Em O Hobbit voltamos a Terra Média e tudo soa muito familiar, como não poderia deixar de sê-lo. Visualmente, assim como os seus predecessores, o filme é muito belo, os efeitos especiais realçados pelo uso do 3D também não deixam a desejar, tanto bucolismo, entretanto, não é o suficiente para tornar agradáveis os arrastados 169 minutos de duração da película. Há pouco enredo para muito tempo, os momentos cômicos ajudam a tornar a obra mais palatável, mas também não são a sua salvação. Se há algo que faz com que O Hobbit não seja um fracasso total é justamente por sua franquia ser superior às outras existentes atualmente, a atmosfera já criada anteriormente em O Senhor dos Anéis auxilia na condução desta obra que se não consegue atingir a qualidade da sua predecessora cinematográfica, ao menos não decepciona totalmente àqueles que procuram entretenimento.

Confira o trailer do filme.

Ouça abaixo a canção Misty Mountains, um dos destaques da película.


Thomson Albuquerque

Cinéfilo e colecionador apaixonado pela arte da imagem em movimento. Diretor, roteirista e protagonista da sua própria vida..
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