coisas que pairam

Música, fotografia, design e outras coisas que pairam

Dimitry Uziel

é designer gráfico, colecionador de madrugadas, fragmentos, imagens e estranhos sons.

Não é sobre a música. É sobre trilhar no acostamento

Teatro Mágico. Um novo conceito visual. Uma nova fase. A evolução.
E a luta para chegar onde chegaram. (texto e vídeo)


divulgação.png capa do novo disco

Eu, há poucos dias, em meu último texto, falei sobre o show que comemorou uma década da trupe O Teatro Mágico. Mas hoje... Hoje, eu não quero me desdobrar a falar sobre suas músicas (mesmo que seja inevitável). Quero falar das possibilidades, do caminhar, muitas vezes, vagaroso. Aliás, quero mostrar. Falar mesmo, quero pouco.

Quando ouvi dizer sobre eles (lá no início), quando escutei pela primeira vez seu trabalho, houve um encanto imediato pela poesia, aquela coisa nem tão límpida, nem tão suja. O jogo de palavras. Aquela mistura de estilos, de formas de poetizar, a mistura de conceitos artísticos sobre o palco. Mas, com o passar do tempo, com o passar das horas, com a vinda dos novos trabalhos, aquele encanto foi se perdendo. Porém... Ontem, após tantas divulgações em redes sociais, escutei a única música divulgada (Mãos aos Desolados), que estará presente no próximo disco do TM. Pois bem.

Li, que muitos disseram que a magia da banda se perdeu, se vendeu. Eu preferi olhar da única forma que me ficou clara: evolução.

Eu, sinceramente não sei o que as pessoas esperam da evolução. Não sei se as pessoas, realmente, esperam a evolução. Existe uma linha tênue que separa tantos conceitos e opiniões, inquilinos de nossos corpos. E, respeitar isso é a forma mais prática de se viver adequadamente. E, exatamente por eu respeitar tantas opiniões, quero vomitar a minha aqui.

"Dê um tapa no peito, evocando rancores, e diga que é fácil acreditar no futuro". Não é. Não é! Principalmente num país em que a cultura musical se faz de acumulo de falta de cultura musical. Eu consegui olhar, hoje, para o Teatro Mágico, com aquele olhar, lá, do início. Não pela nova música (não só por ela), mas por entender que nada pode ficar parado. E, como eu já havia dito: "é claro que uma obra completa de um autor, talvez possa não satisfazer o leitor. Mas uma ou outra poesia deve tocá-lo de alguma forma."

Não, não é sobre a música... Não é sobre ela que eu queria falar. Ela foi a ponte.

Dez anos, sem gravadora, sem tocar incessantemente nas grandes mídias, e com um público invejável, que muitos famosos das FM's ainda não conquistaram. É sobre isso. Esse é o ponto. É dessa evolução. Até parece que estamos falando de bandas Punks, traidoras do movimento (rs). Não há traição. Não há nada de mais, de menos. É só música. É só uma causa para abraçar. É só uma bandeira para levantar. É só um dia a mais para acreditar e trilhar o caminho pelo acostamento. E, se ainda assim, eu estiver opinando de maneira errada, me prolongando sem propósito... Dê um tapa no peito, evocando rancores, e diga que é fácil acreditar no futuro.

Para concluir, deixo aqui a entrevista que Fernando Anitelli cedeu ao programa Provocações, do Sr. Antônio Abujamra, ontem (25 de março de 2014)

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3


Dimitry Uziel

é designer gráfico, colecionador de madrugadas, fragmentos, imagens e estranhos sons..
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