coisas que pairam

Música, fotografia, design e outras coisas que pairam

Dimitry Uziel

é designer gráfico, colecionador de madrugadas, fragmentos, imagens e estranhos sons.

As Vantagens de Ser Invisível

Você, provavelmente, já assistiu a um filme que o fez silenciar, transbordar.


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Você, provavelmente, já assistiu a um filme que o fez silenciar.

Não quero, aqui, descrever o enredo de nenhum filme. Quero apenas compartilhar a sublime magia que o cinema e a música podem nos trazer numa união perfeita.

Muitas vezes nos deparamos com longas razoáveis e uma ótima trilha sonora; isso o torna um bom filme e, até nos permitimos assisti-lo mais vezes. Existem, também, os casos de um ótimo filme com aquela trilha sonora “meia-boca”. Ainda assim, o assistimos novamente, mas sem muito “tesão”. Agora, caro leitor, quando a união de som e imagem são uma coisa só, é onde mora o perigo, é quando silenciamos, transbordamos.

Já não era de hoje que eu vinha me deparando com um cartaz verde limão, e três jovens em destaque sob o título do filme. Mas sempre o deixei passar, sempre o deixei para a próxima noite. Na verdade, eu nunca me senti atraído, nunca houve alguma inclinação sequer para assisti-lo.

Pois bem... Na noite de 31 de maio de 2014, por indicação de um bom amigo, assisti “As Vantagens de Ser Invisível” (The Perks of Being a Wallflower – título original). Sim, ele foi muito, muito além das poucas expectativas que eu vinha criando. Foi como se eu ainda não tivesse visto nada melhor até então (é claro que já havia visto). Mas o que acontece é que a primeira sensação após o fim de filmes assim, é aquela de... “Silêncio”. Foi a mesma sensação ao assistir 21 Gramas pela primeira vez.

Se você possui o habito de escrever, deve saber do que estou falando. O primeiro pensamento que me passou pela cabeça foi: “Quero falar desse filme!” E sem nenhuma pretensão de crítica ou frescuras do gênero. Só houve a imediata necessidade de compartilhar aqui essa tão deliciosa sensação.

O fato desse longa ser estrelado por jovens atores, em momento algum tira sua beleza. Aliás, aí está a beleza; a beleza da juventude. Eu digo isso, pois sei que existem pessoas que não se permitem assistir filmes que não sejam com “anciões das telas”. Permita-se.

Baseado no livro homônimo, de Stephen Chbosky (o mesmo que dirigiu o longa), a trama de As Vantagens de Ser Invisível, conta a história de um garoto de 15 anos, Charlie (Logan Lerman), que entra num colégio enquanto se recupera de uma depressão (que lhe rendeu tendências suicidas) e da perda de seu único amigo. No colégio, porém, começa sua jornada de socialização, de crescimento e recuperação com a inadvertida ajuda de dois veteranos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), que o recebem em seu mundo à parte dos populares da escola. Mas é claro que não é só isso. O filme possui idas e vindas, segredos e descobertas, clichês e drama, tudo inundado de uma realidade palpável.

Deixe-me, rapidamente, antes de finalizar, falar sobre a maravilhosa Original Soundtrack que faz disso tudo um “delicioso deleite”.

Quando eu disse que o áudio fez toda a diferença é porque estava falando de Tugboat, do Galaxie 500, de Temptation, do New Order, Teenage Riot, do Sonic Youth e o mestres The Smiths, com Asleep, a angelical voz de Elizabeth Fraser e seu Cocteau Twins, com a música Pearly-Dewdrops’, entre outros ótimos sons. Mas o carro chefe e canção que permeia a trama é nada mais, nada menos que Heroes, do inigualável David Bowie. Portanto, se a trilha o agrada, se a curiosidade se fez presente, não tenha receio. Espero que a após assisti-lo, silencie, assim como eu. Transborde!

Filme baseado no livro homônimo, de Stephen Chbosky

Direção e roteiro de Stephen Chbosky

Logan Lerman (Número 23, Os Três Mosqueteiros, Percy Jackson, entre outros) Emma Watson (toda a saga Harry Potter, Noé, entre outros) Ezra Miller (Precisamos falar sobre o Kevin, Madame Bovary, entre outros)


Dimitry Uziel

é designer gráfico, colecionador de madrugadas, fragmentos, imagens e estranhos sons..
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